O atacante Robinho viveu uma mistura de emoções na última partida do Atlético. Foi vaiado ao ter o nome no telão do Mineirão, incentivado ao entrar no segundo tempo contra o Jorge Wilstermann. Teve a bola do jogo para ser herói, mas continua como "vilão". O camisa 7 se tornou reserva com Rogério Micale e atuou em apenas 32% dos minutos em que o Galo esteve em ação sob a batuta do novo treinador.

Em má fase, o atacante que foi destaque no ano passado com 25 gols marcados, tem menos de seis meses de contrato com o Galo. Apesar disso, seu futuro no clube é tratado como assunto fora de hora pelo superintendente de futebol André Figueiredo. O próprio Micale revelou que tem um "projeto" para o jogador de 33 anos, tendo conversado em particular com ele para tanto.

"Não é hora de falar nisso, é hora de buscar os resultados no Campeonato Brasileiro. É hora de vir aqui e falar que temos confiança no grupo, que os jogadores são talentosos e importantes. Jogador é ser humano, que às vezes passa por instabilidade psicológica", disse André Figueirendo, em entrevista à TV Globo.

Robinho foi titular com Rogério Micale apenas uma vez, em logo na estreia contra o Botafogo na Copa do Brasil. Derrota de 3 a 0. Ele foi sacado naquele confronto no Engenhão e, assim como os outros quatro jogos de Micale no Galo, jamais completou 90 minutos em campo. No total, atuou por 144  minutos em 450 possíveis. Pouco mais de duas partidas inteiras.  

GOLS ERRADOS

Diante do Wilstermann, o camisa 7 entrou no segundo tempo no lugar de Luan e ficou 28 minutos em campo. O suficiente para fazer algumas jogadas, entre elas um chute torto na cara do goleiro, livre de marcação, aos 44'/2ºT. Contra o Grêmio, Robinho novamente teve aparição negativa no fim do jogo. Errou pênalti quando o Galo já perdia por 2 a 0. Entrou no intervalo no lugar de Élder Santana em Porto Alegre.

Já no embate com o Corinthians, em nova derrota por 2 a 0, mas no Mineirão, Robinho também entrou no decorrer na etapa complementar, só dando o ar da graça por 26 minutos, substituindo Elias. Diante do Botafogo, ele foi sacado no intervalo para a entrada de Rafael Moura. Na única vitória do período Micale, até aqui, contra o Coritiba fora de casa, o "Rei das Pedaladas" não saiu do banco de reservas.

"Nunca é normal (ser reserva), mas é uma opção do treinador. Se eu jogar 90 minutos ou entrar para atuar em 10 minutos, vou jogar com a mesma alegria de sempre. Temos que honrar a camisa até o final. Temos o Brasileiro para jogar e, em qualquer competição, temos que dar o nosso melhor", disse Robinho.