Os resultados nas últimas temporadas faziam supor uma situação diferente. Na expectativa da torcida e nos planos de jogadores e comissão técnica, a terceira partida de uma melhor de cinco com o Taubaté pelas semifinais da Superliga Masculina de Vôlei teria boa chance de definir o confronto a favor do Sada Cruzeiro.

Pois o que ocorre hoje, a partir das 21h30, no Poliesportivo do Riacho, é exatamente o contrário. Tropeço da equipe celeste para os paulistas, comandados por Daniel Castellani, argentino como Marcelo Méndez, representa o fim da linha no sonho do hexa, e de uma sequência de sete finais consecutivas iniciada em 2011.

Algo que nem passa pelos pensamentos do comandante estrelado, consciente da capacidade de seu grupo de crescer num momento decisivo e reverter o quadro desfavorável.
“Agora só podemos ir para cima, jogar o que sabemos e o que fizemos durante a temporada. Tivemos uma conversa boa com o grupo, sobre as últimas partidas e todos estão muito motivados para reverter este placar. Vamos fazer valer o mando de campo e precisamos muito do apoio da nossa torcida neste momento. Acreditamos no nosso grupo, na força que nós temos e acho também que a torcida pode ser vital para esta virada”, afirmou.

Se na primeira partida do playoff, também no Riachão (3 a 1 para os paulistas) a principal deficiência do Cruzeiro esteve no saque, na terça-feira, na cidade paulista, a maior dificuldade foi de acionar o oposto Evandro, que deixou a quadra com apenas cinco pontos marcados nos três sets. Com a distribuição de bola concentrada no ponteiro Simón e no central Isac, o trabalho de bloqueio do Taubaté acabou facilitado – Leal e Filipe também não conseguiram repetir as atuações habituais.

O principal desafio, no entanto, será conseguir parar um velho conhecido. Antes aliado e um dos prin cipais responsáveis por quatro dos cinco títulos celestes, o ponteiro Wallace vive fase impecável no Taubaté – sozinho, respondeu por 26 pontos, ou mais de um set, na vitória de terça.

Outro jogo
O confronto entre Sesc-RJ e Sesi-SP também pode terminar na terceira partida, marcada para amanhã, às 15h na Arena Olímpica da Barra da Tijuca. Com a vitória de terça-feira por 3 a 0, também no Rio de Janeiro, os paulistas, comandados pelo técnico Rubinho, abriram 2 a 0 na série. Também liderados por um ex-ídolo celeste: o levantador William. O “Mago” recebeu o Troféu VivaVôlei como melhor em quadra no confronto.