A derrota do Cruzeiro por 2 a 0 no amistoso com o Corinthians no Mineirão deixou ainda mais evidente que o time de Mano Menezes precisa de um jogador com maior poder de definição no ataque e que a ausência de um camisa 9 de origem tem dificultado uma das tarefas mais importantes do futebol: fazer gols.
E a própria diretoria celeste sabe dessa carência, mas tem como inimigo um problema que dificulta muito as coisas para o Cruzeiro: crise financeira e a falta de dinheiro.

“O problema é que nós, no Brasil, temos uma dificuldade muito grande financeira. A torcida, dificilmente, consegue ir a dois, três jogos em seguida, porque pesa no bolso. Nossos patrocinadores estão passando, como passa o Brasil, por uma dificuldade econômica. (...) estamos esperando que essa grande nação cruzeirense nos ajude. Aí nós poderemos ter mais reforços”, disse o presidente Wagner Pires de Sá.

Terceiro pior ataque do Campeonato Brasileiro, atrás apenas de Paraná e Ceará (ambos na zona de rebaixamento), o Cruzeiro ainda disputa outras duas competições, a Copa Libertadores da América e a Copa do Brasil. O que pressiona ainda mais os dirigentes azuis na busca por reforços.

“Vamos precisar (de reforços), porque são três grandes competições e difíceis. Chegamos só até a metade dos reforços. Tivemos infelicidade da contusão do Fred. O David chegou contundido, entrou e se machucou novamente. Agora, o Sassá. E teve o Raniel. Mas, graças a Deus, temos uma equipe médica estruturada. Vamos ter, no segundo semestre, a volta tranquila desses jogadores”, garantiu o dirigente.

A necessidade de um camisa nove ou de uma alternativa rápida e eficiente para corrigir essa falha também está na ponta da língua dos jogadores.

“Criamos muito, tivemos volume pelas laterais. Talvez um homem de referência nos ajudaria, mas temos grandes jogadores para ajustar, o treinador é capacitado para isso”, comentou o volante Lucas Silva após a derrota para os corintianos.

E nem só a diretoria cruzeirense terá um intenso trabalho para quem sabe encontrar uma peça de reposição para o ataque. O técnico Mano Menezes também terá, caso não seja possível a contratação de reforços.

 “Temos expectativas que vai dar tudo certo. E vamos trabalhar para resolver os problemas. Nós somos um grupo de qualidade. Nosso elenco, em todos os momentos em que foi exigido, deu resposta positiva. Com esse ou aquele jogador. Se cobra um pouco mais do Sóbis, quando tem que jogar um homem mais adiantado. Não é tanto a característica dele, mas também não é do Griezmann (atacante da França), não é também do fulano, siclano, mas eles não jogam. Tem que resolver o problema. Não adianta ficar chorando. Tem que treinar, trabalhar. Se não dá de um jeito, temos que resolver de outro”, afirma Wagner Pires de Sá.

Problemas com os camisas 9

O atacante Fred, responsável por usar a camisa de número nove, lesionou o joelho direito em março, no Campeonato Mineiro, em partida contra o Tupi. Seu retorno aos gramados está previsto para setembro; Sassá, outro centroavante do grupo, passará por operação no joelho esquerdo e tem previsão de voltar às atividades normais em aproximadamente 12 semanas. E para piorar, Raniel reclamou de dor muscular, o que neste momento o tira de combate.

Nomes como os de Ricardo Goulart, bicampeão Brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014 (atualmente no futebol chinês), de Pedro Rocha, ex-Grêmio e que atua no Spartak Moscou foram sondados pela diretoria cruzeirense.

Os atacantes Kléber “Gladiador”, que passou pela Toca II em 2009 e foi vice-campeão da Libertadores, e de Deyverson, hoje no Palmeiras, tem sido citados nas redes sociais. Porém, segundo apurou a reportagem, o Cruzeiro não tem interesse nesses dois atletas.