Se o Sada/Cruzeiro e sua torcida já estão mais do que acostumados aos títulos da Superliga Masculina, o que dizer do líbero Serginho? Ao faturar a final da temporada 2016/17 contra o Funvic/Taubaté, o experiente jogador venceu uma disputa paralela com o central Éder e isolou-se como maior vencedor da história da principal competição do vôlei brasileiro.

Com a conquista alcançada na manhã deste domingo (7), no ginásio Mineirinho, o belo-horizontino de 38 anos chega ao oitavo título do torneio ao longo da carreira. 

"Marcas individuais são importantes, mas elas não contam a história em um esporte tão coletivo quanto o vôlei. Tudo que eu conquistei foi porque passei esses anos com muita gente competente ao meu lado, e eu dou crédito a todas elas. Não ganho nada sozinho, até porque faço só dois fundamentos. Tenho que dividir isso com todo mundo", declarou. 

Com a reforma da Previdência, eu vou jogar até os 69 anos, pelos meus cálculos. Não posso deixar o Éder passar na minha frente (risos). Agradeci por ter jogado a final e vencido um cara tão competente quanto ele"

Jogador do time celeste desde a temporada 2010/11, Serginho participou das cinco conquistas cruzeirenses na competição. Antes, ele já havia subido ao lugar mais alto do pódio da Superliga em três ocasiões pelo Minas (2000/01, 2001/02 e 2006/07).

O experiente jogador ainda acumula uma série de premiações individuais na competição, como melhor líbero na edição de 2011/12 e melhor defesa nesta e em outras três temporadas.

"Fico feliz, mas é algo que passa e vai ficar guardado (recorde), porque o próximo jogo é sempre o mais importante", concluiu o recordista.

 

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