A vitória do Cruzeiro por 2 a 0 sobre o Democrata-GV na 6ª rodada do Campeonato Mineiro foi analisada por Mano Menezes. No entanto, antes da avaliação do treinador sobre o triunfo em Governador Valadares, o comandante da Raposa fez um pronunciamento em defesa do companheiro de profissão Oswaldo de Oliveira, demitido pelo Atlético nessa sexta-feira (9), e que perdeu o controle na última quarta-feira e “partiu para cima” do repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência, alegando ter sido agredido verbalmente. Inclusive, tendo que ser apartado por pessoas que estavam próximas na hora da confusão.

“Quero dizer que a Associação dos Técnicos do Brasil e todos os seus filiados estão ao lado do Oswaldo nesse episódio da semana. Não estamos ao lado para proteger erro, nem nada, mas, que no mínimo, a gente repense um pouco da nossa relação do dia a dia, de que nós caminhamos paralelamente no futebol. Todas as partes, nós julgamos importantes, mas, a cada episódio como esse, em que as coisas passam do limite, e eu diria vergonhosamente para todos os envolvidos, a gente deve parar um pouquinho para pensar se nós não podemos fazer melhor do que aquilo que estamos fazendo. Só para pensar. É um bom caminho, a gente olhar um pouquinho para dentro da gente e saber se os passos que temos que dar na sequência, depois desse episódio, podem ser melhores ou não”, disse.

Oswaldo de Oliveira se irritou com perguntas de Léo Gomide na coletiva de imprensa após o empate melancólico do Atlético com o Atlético Acreano, em Rio Branco, no Acre, na estreia do clube alvinegro na Copa do Brasil. Após discutir com o membro da imprensa esportiva, o ex-treinador do clube preto e branco afirmou ter sido ofendido pelo jornalista, que negou os fatos. 

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Após o incidente no Norte do Brasil, o Atlético foi solidário a Oswaldo de Oliveira, e acabou decidindo por impedir o acesso do jornalista, até segunda ordem, no centro de treinamento do clube. Fato que motivou entidades de classe ligadas à imprensa esportiva, como a Associação de Cronistas Esportivos de Minas Gerais (AMCE) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, que repudiaram as ações da diretoria do clube alvinegro.

Depois de defender o treinador, o Atlético acabou demitindo-o um dia depois, mas alegando que a decisão foi por questões técnicas. E não pelo conflito entre jornalista e treinador. 

“A questão da demissão do Oswaldo pertence ao Atlético. Nós do Cruzeiro não devemos nos envolver. Como pensamento de futebol, você sabe o que penso. Existe um exagero há bastante tempo. Não temos tido sequência em quase nenhum trabalho de profissionais. À medida em que nós não conseguimos avançar nisso, o futebol brasileiro deixa de evoluir na velocidade que nós queremos. É uma pausa perigosa na busca dessa evolução que há bastante tempo estamos batalhando”, concluiu Mano.

Vários técnicos Brasil afora vão aderir ao protesto e fazer um minuto de silencia antes das partidas.