Em 1999, sob a administração de Nélio Brant, o Atlético contratava Bebeto de Freitas para ocupar cargo executivo no Galo, trazido por Alexandre Kalil, na época presidente do Conselho Deliberativo. No Galo, Bebeto trocou o vôlei pelo futebol. Falecido nesta terça-feira (13), quando estava na quarta passagem pelo alvinegro mineiro, Bebeto de Freitas foi vítima de parada cardíaca aos 68 anos. 

Um ano antes da primeira chegada do lendário treinador da Seleção Brasileira de Vôlei, Bebeto havia vencido o Mundial da modalidade pela Itália, sendo o terceiro título seguido da velha bota. 

Bebeto voltaria ao Atlético em 2001, já com Ricardo Guimarães na presidência. Mas também sob influência de Kalil, que comparecerá ao velório do amigo, planejado para acontecer nesta quarta-feira na Sede do Galo. 

Após deixar o alvinegro pela segunda vez, Bebeto se transformou em presidente do Botafogo, clube do coração, do qual tem laços históricos familiares: primo de Heleno de Freitas, sobrinho de João Saldanha.

Bebeto ficou na presidência do Botafogo até 2008, quando, ao fim do ano, retornou ao Atlético. Sua passagem pelo Fogão teve bons momentos, mas também polêmicas, com o sumiço de um broche presidencial do clube.

Com Alexandre Kalil eleito presidente em 2008, sob forte crise, chamou Bebeto de Freitas para compor a diretoria novamente. Ele chegou em dezembro, mas alegou assuntos pessoais para abandonar o cargo em agosto do ano seguinte.

No fim do ano passado, Bebeto foi novamente convocado por Kalil, desta vez para ser Secretário de Esportes da Prefeitura de Belo Horizonte. Com a entrada de Sérgio Sette Câmara na presidência do clube, em dezembro de 2017, Bebeto ocupou o cargo de Diretor de Administração e Controle, exercendo o cargo que Adriana Branco tinha na cúpula alvinegra. Adriana que sempre foi uma aliada de Bebeto nas idas e vindas do Galo.