Reza a lenda que o banho de champanhe no pódio teve início em 1967, nas 24h de Le Mans, quando o norte-americano Dan Gurney resolveu balançar a garrafa e acabou provocando, sem querer, a saída da rolha. Seja como for, hoje é praticamente impossível imaginar um evento motorizado sobre rodas sem a celebração.

Melhor ainda quando se tem a chance de acelerar numa região que é conhecida por produzir um dos mais admirados espumantes do mundo. Próxima a Brescia, na Lombardia (Itália), Franciacorta é sinônimo de uma bebida de tamanha qualidade que ganhou o nome da cidade e não é conhecida como Prosecco.

Pois o autódromo de Franciacorta, com apenas 2.519m de extensão e suas curvas travadas é palco da quinta e penúltima etapa da Nascar Whelen Euro Series, campeonato de Stock Cars que conta com a chancela da tradicional série norte-americana. E dois mineiros aparecem como fortes candidatos a experimentar a iguaria local: Felipe Rabello e Marconi Abreu.

Campeão mineiro de Marcas em 2016 na categoria B, Felipe experimentou o carro com chassi tubular e motor V8 de 450cv na temporada passada e decidiu disputar todo o campeonato com um Chevrolet da equipe italiana Caal Racing.

Mesmo enfrentando rivais mais acostumados a este tipo de equipamento, venceu duas vezes (incluindo o oval holandês de Venray, primeira experiência neste tipo de pista) e é o vice-líder na categoria Elite 2, além de ser o melhor novato.

Além de incomodar o francês Thomas Ferrando na disputa pelo título, ele tem o desafio de abrir vantagem para o também francês Ulysse Delsaux e o polonês Maciej Dreszer, que op perseguem de perto.

Dose dupla
Já Marconi Abreu, com o Toyota Camry da equipe francesa RDV (na verdade apenas a bolha, já que chassi e motor são iguais em todos os carros) encarou desafio ainda maior. Além de enfrentar Felipe na Elite 2 (é o sexto colocado geral), também compete na Elite 1, que reúne os nomes de maior experiência – em Franciacorta, quem reforça o grid é o italiano Nicola Larini, que chegou a pilotar para a Ferrari no Mundial de F-1 de 1994.

Em 11º na classificação, ele comanda a sub-divisão Challenger e tem boas chances de avançar no fim de semana, já que as duas corridas contam com pontuação extra, no que é chamado de semi-final do campeonato – a classificação final será definida nos dias 14 e 15 de outubro, em Zolder (Bélgica).

 

RÁPIDAS

CAPIXABA JOMAR GRECCO CONQUISTA O TETRA NO ENDURO DA INDEPENDÊNCIA

Pelo quarto ano consecutivo o capixaba Jomar Grecco levou para casa o título, na categoria Master, do Enduro da Independência. Com a KTM da equipe Orange BH ele não se intimidou com o novo percurso, que levou os pilotos de Aparecida do Norte a Lavras e, na soma dos quatro dias, chegou aos 192 pontos, batendo o catarinense Guilherme Cascaes e Vinícius Moraes, melhor mineiro. Os pilotos do estado fizeram bonito, entre outras, nas Duplas/Graduados (com os irmãos Ripi Galileu e Rigor Rico); na Over 40 (Dário Júlio) e na Sênior (Pedro Henrique Lage).

TRILHAS DA TERRA DE DONA BEJA RECEBEM O BRASILEIRO E A COPA CERRADO

As trilhas em torno de Araxá recebem, sábado e domingo, as feras do enduro de velocidade (FIM) para a disputa do 7º Enduro Dona Beja. A prova é válida pela sexta rodada dupla do Brasileiro da disciplina; quinta do Mineiro e também pela Copa Cerrado. Entre os favoritos, destaque para o português Luís Oliveira, que compete pela equipe de Felipe Zanol; o mineiro Rômulo Bottrel e o capixaba Bruno Crivilin (KTM), que conquistaram a medalha de ouro e ajudaram o Brasil a ficar em oitavo lugar na edição deste ano dos Seis Dias de Enduro, na França.