A Vila Olímpica, local de treinamento do time do Atlético antes da inauguração da Cidade do Galo, voltou a viver neste sábado (7) os tempos de lugar sagrado do futebol alvinegro. O oitavo encontro da Associação dos ex-atletas do Clube Atlético Mineiro (AESCAM) promoveu o retorno ao local de centenas de ex-jogadores e integrantes de comissões técnicas e diretorias passadas do clube.

“Isso aqui é uma das coisas mais bacanas que já vi. Todo ano é muita resenha. Tenho 48 anos de Atlético e nesse churrasco tenho a chance de reencontrar muita gente que faz parte da minha trajetória dentro do clube. Não consigo ficar um minuto sem tirar foto com alguém ou lembrar de algum caso engraçado que já passei aqui”, revela o massagista Belmiro.

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O massagista Belmiro numa das muitas resenhas que o encontro deste sábado proporcionou a ele na Vila Olímpica


O encontro encanta também quem participou pela primeira vez, mas tem seu nome gravado na história alvinegra. “Nunca tinha vindo, mas é muito bom você rever as pessoas que conviveram com você por tantos anos. Cheguei aqui ainda no Dente-de-Leite, no início dos anos70, e joguei até 1985. Muita coisa passou pela minha cabeça, pois foram muitos os anos passados aqui dentro da Vila Olímpica”, revela Reinaldo, maior artilheiro da história atleticana e ídolo maior da Massa.

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Maior artilheiro e ídolo da torcida, Reinaldo participou pela primeira vez e garante presença em outros anos pela oportunidade de reencontrar as pessoas que fizeram parte da sua história no clube


A tradicional charanga não poderia faltar também ao encontro da AESCAM, que é presidida por Eugênio Salomão, o Baiano, que atualmente é auxiliar técnico no time do B do Atlético, que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.

Sentado em uma das mesas, Procópio Cardoso, que foi jogadores e treinador do Atlético, resumia o que o encontro, que já faz parte da sua agenda, significa para ele.

“Aqui revejo jogadores que vi atuando, como Vavá, Colete, Gastão, encontro aqueles que foram meus companheiros, como Vander, Buião, e mais ainda atletas que foram treinados por mim nas minhas várias passagens pelo Atlético como treinador. É sempre muito bom rever essa turma toda, pois nossos casos não acabam. As histórias não terminam”.

Num momento em que o presente provoca tanta desilusão na torcida atleticana, a emoção de famosos e anônimos do passado, na manhã e tarde de ontem na Vila Olímpica, prova que realmente o Atlético é “uma vez até morrer”.

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Os homenageados da manhã e tarde deste sábado, na Vila Olímpica, no oitavo encontro da AEXCAM