A greve dos caminhoneiros causou um prejuízo de R$ 2,47 bilhões às indústrias mineiras, segundo a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (4), pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe. 

Os dados apontaram ainda que os setores mais afetados foram o alimentício, o metalúrgico e o de automóveis. Houve uma queda de R$ 530 milhões em arrecadação com o Imposto Estadual Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) por causa da paralisação nacional da categoria entre os dias 22 e 31 de maio. 

Para Flávio Roscoe o protesto provocou queda na competitividade das indústrias, o que pode afetar a geração de empregos futuros e o crescimento da economia brasileira. “A gente está estimando, aqui em Minas Gerais, perda de quase um ponto percentual de crescimento e no Brasil 0,5 ponto percentual”, afirmou o presidente. 

Roscoe criticou as medidas adotadas pelo presidente Michel Temer, que segundo ele,  vão recair sobre a indústria e sobre a sociedade.  "A reoneração da folha de pagamento também vai impactar diversos segmentos que têm concorrência com produtos importados e vai acarretar perda de competitividade dos produtos brasileiros", assegurou Roscoe.

Flávio Roscoe anunciou ainda que a entidade vai propor uma ampla reforma no modelo do Estado brasileiro, com redução do tamanho e mais eficiência, com medidas como o fim da estabilidade do emprego no serviço público. “Vamos apresentar a todos os candidatos um conjunto de propostas que torne a economia brasileira mais eficiente e moderna”, afirmou.

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