A Cemig, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Defesa Civil vão realizar entre os dias 14 a 20 de julho uma ação de controle à espécie Euchroma gigantea, mais conhecida como besouro metálico, nos bairros Anchieta e Sion, na região Centro-Sul, e Prado, região Oeste da capital. Nos últimos meses, o inseto vem infestando e prejudicando a saúde de árvores na capital, o que pode causar quedas e colocar em risco a população, além de interromper o fornecimento de energia.

De acordo com a engenheira florestal da Cemig Marina Moura de Souza, as árvores mais suscetíveis à infestação são as das espécies munguba e paineira. “O besouro que está se proliferando em Belo Horizonte fragiliza a estrutura da árvore. Portanto, torna-se necessária a remoção da planta. Na verdade, são as larvas do inseto, que podem medir até 12 centímetros, que devoram o miolo dos troncos e escavam a estrutura das raízes, abrindo galerias. A partir daí, o tronco fica sem estabilidade e se torna vulnerável a ventos e chuvas. A capital mineira não é única que sofre com essa praga: Brasília e Goiânia já passaram por tal situação e tentam reverter o quadro com a remoção das árvores”, afirma a engenheira.

A ocorrência mais grave para o sistema elétrico causada pelo Euchroma gigantea aconteceu em agosto do ano passado, quando a queda de uma árvore prejudicou o fornecimento de energia de mais de 8 mil clientes. Para restabelecer o serviço, foi necessário trocar três postes, além de outros equipamentos, em mais de três horas de serviço.

Podas de árvores

A convivência entre as árvores e a rede elétrica depende da poda periódica, com o objetivo de diminuir as interrupções no fornecimento de energia elétrica e garantir a segurança operacional das redes elétricas. “Constantemente, a Cemig apoia as prefeituras na supressão de árvores retirando o risco relacionado ao sistema elétrico, e as prefeituras concluem o procedimento. Caso a Cemig precise fazer alguma supressão em situações urgentes, o município deve emitir uma autorização específica”, explica Marina.

Apesar dos problemas causados pelo besouro metálico, a Cemig esclarece que só tem autorização para realizar o serviço de poda quando a arborização oferece risco para a rede elétrica. “A companhia adota a poda direcional, respeitando os mecanismos naturais de rejeição de galhos pelas árvores. Nesse procedimento, conduzimos as copas das árvores para fora dos fios da rede de distribuição. Apenas os galhos que estiverem crescendo em direção aos condutores são podados. Aqueles que não crescerem em direção à rede permanecem na árvore e continuam seu crescimento”, finaliza Marina.

(*Com Cemig)