O ônibus que foi incendiado na noite desta segunda-feira (16), no bairro Piratininga, em Venda Nova, não deve ser reposto imediatamente, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH). Por meio de nota, o sindicato informa que o sistema de transporte coletivo da capital “encontra-se impossibilitado financeiramente” e, por isso, não há previsão para a aquisição de um novo veículo para a linha 617.

Segundo o SetraBH, um ônibus convencional queimado significa prejuízo de R$ 400 mil – incluídas no preço todas as tecnologias embarcadas – e não há seguro contra incêndios provocados de forma criminosa.

O coletivo da linha 617 (Estação Pampulha/Piratininga via Rio Branco) queimado nesta segunda-feira foi o sétimo ônibus a ser atacado na Região Metropolitana de Belo Horizonte em cinco dias. Os outros veículos não fazem parte do sistema de transporte da capital. 

O ônibus estava no ponto final na rua Zélia, quando cinco suspeitos encapuzados renderam o motorista e atearam fogo. Um bilhete teria sido deixado pelos bandidos e seu conteúdo ainda não foi revelado. Em ações anteriores, bilhetes foram deixados por incendiários com reclamações sobre o sistema penitenciário do Estado. Esta foi a segunda vez no ano em que um ônibus da linha 617 foi incendiado no ponto final – a primeira aconteceu no dia 21 de janeiro.

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