O Réveillon se aproxima e muitas pessoas devem incrementar a festa com fogos de artifício, que,quando utilizados conforme as orientações na embalagem, não oferecem perigo para quem os manuseia ou para o público que prestigia o show pirotécnico. Mas antes de comprar os materiais, é bom se informar sobre eles.

Confira 6 informações importantes sobre os tipos de fogos de artifício e cuidados que se deve ter ao comprá-los e manuseá-los:

1) Os fogos de artifício são divididos em quatro classes, que se diferem, basicamente, pelo tipo de artefato e a quantidade de massa pirotécnica contida em cada um. Os produtos da classe A tem venda livre e são os fogos mais simples, com pouco ou sem estampido, e que produzem efeitos visuais. Esse tipo é indicado para qualquer situação e pode ser utilizado até mesmo por crianças, desde que supervisionadas por adultos. Um exemplo são os estalos de salão, estrelinhas, fumaças coloridas e chuvinhas de ouro.

 

2) Os itens de classe B são aqueles um pouco mais fortes que os da classe A e que apresentam estampidos assobios e efeitos visuais, como apito de vara e giratórios aéreos e de solo. A venda é feita somente para pessoas que têm mais de 16 anos.

 

3) Quem procura fogo de artifício com mais força de efeito, como bombinhas de solo com estampido, foguetes de tipo 3 ou tiros de canhão, deve procurar os fogos de classe C. Esses itens são vendidos apenas para quem tem mais de 18 anos, uma vez que compreende fogos de artifício que requerem mais cuidado e atenção no manuseio.

 

4) Para causar um impacto visual maior é indicado recorrer aos fogos da classe D, que, conforme tamanho e potência, só podem ser operados por profissionais habilitados pela Divisão de Produtos Controlados, da Polícia Civil, os chamados blasters pirotécnicos. Um exemplo de fogos profissionais são aqueles que possuem bombas aéreas coloridas, com calibre superior a três polegadas.

 

5) As principais regras de segurança se baseiam em conhecer previamente as instruções de uso de cada artefato, bem como sempre utilizá-los em locais abertos e de forma responsável. Também é preciso ficar alerta e não direcionar os fogos para outras pessoas, nem nas proximidades de hospitais, escolas e postos de combustíveis.

 

6) Outra precaução importante é observar o local onde os produtos estão sendo comercializados. É preciso verificar se o estabelecimento está autorizado e não comprar os produtos vendidos fora da embalagem. Esses materiais podem ter sido construídos sem obedecer às normas técnicas de segurança ou com produtos inadequados, o que aumenta o risco de acidentes.

Fonte: vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Magnaldo Filho