Depois de focar os esforços para alavancar nas pesquisas de intenção de votos em seu quintal, Minas Gerais, e no Estado mais populoso do país, São Paulo, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) pediu, nessa sexta-feira (19), que cada um de seus eleitores mineiros consiga mais cinco votos. Assim, Aécio espera crescer até seis pontos percentuais nos levantamentos da semana que vem e influenciar uma alta de Pimenta da Veiga (PSDB) na disputa estadual. 
 
“Minas tem a possibilidade, hoje, de nos dar a grande vitória no Brasil. Se a nossa candidatura conquistar, na próxima semana cinco, seis pontos no Estado, que eu acredito ser claramente possível, ao lado de Pimenta da Veiga (PSDB) serei o presidente para fazer o maior governo de nossa história”, disse Aécio. O apelo foi feito em caminhada na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
 
Pesquisa Datafolha divulgada nessa sexta apontou crescimento de 2% do tucano, agora com 17% dos votos, atrás de Dilma Rousseff (37%) e de Marina Silva (30%). 
 
A referência direta a Pimenta foi feita para dizer que as candidaturas dele e do ex-ministro de FHC “são uma só”. “Somos parceiros do mesmo sonho: queremos fazer com que Minas volte a crescer”, comentou. 
 
Segundo o presidenciável tucano, ele é o candidato para colocar o Brasil “em ordem”, levando o “sentimento de amor” a Minas a todo o país. “Temos uma possibilidade que não temos o direito de perder”, acrescentou. 
 
DILMA E MARINA 
 
O senador mineiro voltou a dizer que não acredita em uma derrota em Minas, já que, segundo ele, “o PT está perdendo em todo o país”, citando Bahia e o Distrito Federal. Ele comparou Marina e Dilma como “seis e meia dúzia” e lembrou a fase petista da candidata que sucedeu Eduardo Campos (PSDB, para ressaltar que somente a candidatura dele capta o voto anti-PT. 
 
“A população está chegando a uma conclusão muito importante: trocar Dilma por Marina é trocar seis por meia dúzia. É colocar o PT de novo no governo, que é o que não queremos”, destacou, citando o a “onda da razão” e o “sentimento de virada”.
 
Mais uma vez, Aécio frisou que o governo Dilma trouxe a recessão econômica e a inflação. “Ninguém confia na presidente da República, nesse governo intervencionista, aparelhado, irresponsável do ponto de vista ético. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. Vamos tirá-los no plano federal do poder e a responsabilidade dos mineiros não vai permitir que o PT governe”, falou Aécio. 
 
O tucano disse também que a economia só melhora porque a candidatura dele estaria ganhando força. “Hoje é claro, em todos os indicadores, que quando a presidente mostra fragilidade, a economia melhora. A melhora considerável vai vir com a nossa candidatura, que é única que está em viés de subida nessa semana, enquanto a da Dilma cai”. 
 
O candidato ao Senado, ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) e o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB) e do vereador Bim da Ambulância (PTN) acompanharam Aécio e Pimenta na agenda pela Rua Padre Pedro Pinto.
 
 
Convocação para a virada
 
O senador Aécio Neves (PSDB) prepara pelo menos mais três visitas a Minas: Betim e Contagem, na Região Metropolitana, e Uberaba, no Triângulo. Outra agenda em Belo Horizonte também está sendo cogitada para a próxima semana. Nessa sexta, o candidato ao Planalto já usou o tom sentimentalista em seu discurso para aumentar sua força política no Estado.
 
“Venho hoje à minha casa, à minha terra para fazer a grande convocação dos mineiros para uma virada em favor do Brasil. É de Minas que vamos mostrar que ao Brasil que, depois de 60 anos, teremos um presidente eleito pelo voto direto, honrado com os valores do Estado”, disse.