Protocolo de cooperação técnico-científica assinado entre o governo do Estado e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá estimular o desenvolvimento de projetos de pesquisa e tecnologia em diversas áreas da saúde de Minas Gerais. Estudos sobre a febre amarela serão beneficiados.

O acordo foi oficializado em solenidade ontem no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, entre o governador Fernando Pimentel e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. 

A partir de agora, servidores estaduais poderão trabalhar na fundação, por meio de cessão, requisição ou outras modalidades de transferência, coordenadas pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

A expectativa é a de que o protocolo estimule o desenvolvimento e a operação de bancos de dados para a formulação de estudos de políticas públicas em várias áreas, como saúde e educação.

O prazo de vigência do protocolo de cooperação técnico-científica será de 60 meses, período que poderá ser prorrogado por mais cinco anos

Benefícios

Fernando Pimentel acredita que a parceria poderá ser um modelo para outros estados. “Políticas públicas, principalmente na área da saúde, implantadas aqui e que têm sucesso podem virar casos de referência para o país”.

Diretora regional da Fiocruz em Minas, Zélia Profeta afirma que o acordo é uma forma de superar a dificuldade do poder público de investir recursos na área da pesquisa e tecnologia. Nísia Trindade diz que a parceria com o Estado possibilitará à entidade colaborar na implementação de uma agenda de pesquisa, da ciência e tecnologia.

O protocolo permite ainda cooperação entre a Fiocruz e a Codemig para que se estabeleçam estratégias para o desenvolvimento de empreendimentos em Minas. Já a Fundação João Pinheiro (FJP) está autorizada a compartilhar informações com a Fiocruz.

O protocolo não contempla o repasse de recursos. Os participantes deverão prever na programação orçamentária anual a verba necessária à execução das atividades.