Alternativa de transporte sustentável nova na cidade, o compartilhamento de bicicletas será oferecido a moradores de Belo Horizonte e turistas até o início da Copa do Mundo. Vencedora da licitação realizada pela BHTrans, a empresa pernambucana Serttel Engenharia quer colocar o serviço em funcionamento nos próximos 20 dias. O ciclista pagará de R$ 3 (por dia) a R$ 60 (por ano) para pedalar.

Dez das 40 estações para aluguel previstas em contrato – seis na Pampulha e 34 dentro dos limites da avenida do Contorno – serão as primeiras a entrar em operação. Quatro estarão no Centro e as outras, na orla da lagoa. Em três meses, outros 20 pontos serão ativados. Não há prazo para instalação das dez plataformas restantes.

No momento, está sendo concluído o levantamento dos endereços exatos das estações, diz Eveline Prado Trevisan, superintendente de Desenvolvimento de Projetos e Educação da BHTrans. “A empresa fez uma proposta, que foi ajustada após uma discussão com grupos de ciclistas. Mas é preciso visitar esses locais para garantir que não há nenhum impedimento”, afirma.

Já é certo, porém, que um dos pontos para aluguel de bicicletas será na avenida Santos Dumont, próximo à rua da Bahia, para que o sistema se integre ao Move. A Praça 7 e a Praça da Savassi também serão contempladas.

Obstáculos

Para suprir a ausência de ciclovias em vários trechos da capital, a BHTrans estuda criar “vias amigáveis”.

Na prática, são ruas comuns, com menor movimento de carros. Nelas, a velocidade máxima para os veículos será reduzida, aumentando a segurança de quem está de bicicleta. Haverá placas alertando motoristas sobre a presença dos ciclistas e sugerindo rotas para quem estiver pedalando. Os locais não foram definidos.

A geografia acidentada da cidade, cheia de morros, também não é vista como empecilho. Além de as rotas privilegiarem os corredores planos, Eveline acredita que muita gente estará disposta a encarar subidas porque os trajetos serão curtos. “O mesmo modelo está em funcionamento em nove cidades brasileiras e os resultados são muito bons”.

O comerciante Rogério Pacheco torce para a iniciativa dar certo, mas faz ressalvas. “BH precisa de muitas adequações para que um sistema novo como esse dê certo. Um dos investimentos mais importantes é em segurança. Só no fim de semana, soube de três ciclistas que se acidentaram na orla da lagoa”.

Como será o aluguel
 
Será preciso se cadastrar no site Bike BH e informar o número do cartão de crédito. Há planos diário (R$ 3), mensal (R$ 9) e anual (R$60).

As bicicletas serão “destrancadas” com a ajuda do celular. Uma chamada indicará o veículo disponível. Também será possível usar um aplicativo baixado no smartphone.

Após uma hora, a bicicleta deverá ser devolvida em uma estação. Depois de 15 minutos, poderá ser liberada de novo, sem custo. Mesmo serviço existe em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Brasília, Santos, Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes.