Um adolescente de 16 anos foi baleado dentro de sala de aula, durante uma avaliação na Escola Estadual Simão da Cunha, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (16). Os tiros acertaram os dois pés do garoto. 

De acordo com a Polícia Militar, a arma estava na mochila de um estudante de 15 anos, que manuseava a revólver quando ele disparou acidentalmente. 

Alunos contaram ainda que, após o incidente, o autor dos disparos saiu correndo, empurrou uma funcionária da instituição e pulou o muro da unidade de ensino. Em seguida, os militares foram até a casa do menor, mas ele não foi localizado. A arma também não foi encontrada.  

Questionada sobre o estudante que efetuou os disparos acidentais, a direção da escola não soube informar se ele possui um histórico de agressividade ou delitos, apenas esclareceu que o jovem estava frequentando as aulas havia poucos dias, após transferência de outra escola.  

Já o menor ferido foi socorrido por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encaminhado para o Hospital Municipal de Contagem e passa bem.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que todas as providências estão sendo tomadas sobre o incidente ocorrido na manhã desta terça-feira (16) na Escola Estadual Deputado Simão da Cunha, em Contagem. A Polícia Militar foi acionada imediatamente para registrar boletim de ocorrência. E, por causa da perícia, as aulas do turno da manhã foram suspensas.

A direção da escola informou que o estudante que efetuou acidentalmente o disparo havia sido transferido para a Escola Estadual Deputado Simão da Cunha no início deste mês a pedido do Conselho Tutelar, devido a problemas disciplinares na antiga escola.
 
Após o ocorrido, e liberação da perícia, a escola voltou a funcionar normalmente, nos turnos da tarde e noite. Uma equipe de inspeção da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana B, responsável pela coordenação da escola, irá acompanhar de perto as investigações da polícia, para tomar as providências necessárias junto ao Conselho Tutelar.