Criar uma empresa com nome, marca, cartão de visita e material gráfico. Definir os cargos, a clientela e atender às demandas de Organizações Não Governamentais (ONGs) e até empresários. Estudantes de publicidade e propaganda das Faculdades Promove, em Belo Horizonte, colocam em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. A realidade do mercado é vivida na disciplina Agência Experimental, durante os últimos períodos da graduação.

“Os alunos começam a entender as rotinas de criação e planejamento, além de conviver com as dificuldades de se elaborar uma campanha”, reforça o coordenador da disciplina nos módulos I e II, Danilo Fonseca. Outro benefício, acrescenta o professor, é a formação de portfólio, que pode ajudar os estudantes a obter uma ocupação profissional. “Muitos mantêm os clientes que cativam na agência após a faculdade”.

No início da disciplina, são atendidos microempresários que acabaram de abrir as portas. Depois, o foco são as ONGs e instituições filantrópicas. “Com a nossa criatividade e estratégia, eles conseguem se adequar ou mesmo readequar ao mercado. Nós somos esse elemento de transformação”, diz o estudante Diogo Rodarte, de 30 anos.

Gratidão

Na última etapa da disciplina, todo o material desenvolvido durante os semestres é apresentado a uma banca e aos clientes. “A troca entre os alunos e os clientes é muito intensa durante todo o processo e a gratidão pelo trabalho desenvolvido fica ainda mais nítida nesta última fase”, afirma a coordenadora do módulo III da Agência Experimental, Ana Paula Damasceno Torres.

Para ela, o maior reconhecimento de um bom trabalho feito é o retorno das empresas que muitas vezes efetivam os profissionais. No caso das ONGs, a gratidão fica ainda mais evidente. Durante a experiência, muitos alunos relatam aos coordenadores que os gestores das instituições não imaginam a importância de se divulgar uma marca.

O estudante Philippe Dias iniciou um trabalho com a ONG Cão Viver, que luta contra os maus-tratos de animais. “Ainda estamos no planejamento, mas entendemos o apelo emocional que tem a instituição. É nesse ponto que vamos focar”.