Está pronto o novo edifício da Escola Estadual de Liberdade, no distrito de Lajinha, em Teófilo Otoni, no Mucuri. As obras começaram em agosto de 2014, mas foram paralisadas poucos meses depois. As intervenções foram retomadas em 2015. 

A escola completou 60 anos de fundação em fevereiro passado. O prédio era uma demanda antiga da comunidade local, principalmente porque nos últimos anos a unidade funcionou em locais improvisados. O investimento nas obras foi de R$ 4,1 milhões. Deste total, R$ 3,5 milhões são de recursos estaduais e o restante da União. 

Construída em 1957 pelos próprios moradores do distrito, que fica a 15 quilômetros de Teófilo Otoni, a escola abriga 390 alunos. Durante mais de 50 anos, a instituição funcionou nas dependências de uma igreja e, antes de ser transferida para o prédio novo, desenvolvia as atividades escolares em um espaço alugado de antigo motel da cidade. 

As instalações atuais contam com dois prédios paralelos interligados por bloco de escada e rampa, 12 salas de aulas, área para recreio coberta, biblioteca, sala de informática, dentre outras dependências. Há também uma quadra poliesportiva com arquibancada coberta e área reservada para cadeirantes.

Ontem foi realizada uma visita inaugural ao local. Durante o evento, o governador de Minas, Fernando Pimentel, entregou kits escolares aos alunos da instituição e a estudantes da comunidade indígena da região. Os kits são compostos por cadernos, blocos de desenho e mapa de Minas.

“Nós estamos celebrando aqui uma coisa muito importante, não só para nós, mineiros e mineiras, não só para os meninos que estudam aqui, mas para o Brasil inteiro, que é forma como Minas Gerais está conseguindo enfrentar e vencer esses dias tão difíceis”.

Moderno e funcional

A diretora da escola, Cláudia de Cássia Rodrigues de Souza, destacou a importância da nova sede. “É um prédio moderno e funcional, que irá favorecer significativamente o aprendizado dos alunos. Este é um momento histórico. Presenciei todas as transformações dessa escola e posso dizer que a nova sede já modificou a vida dos alunos, trazendo a todos mais motivação e prazer. Eles estão mais frequentes e se dedicam mais às aulas”, diz Cássia Rodrigues.

Diretriz do governo

A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, lembrou que a iniciativa da construção da unidade faz parte de uma diretriz do atual governo. “Muitas vezes, esta escola funcionou em lugares indignos para os alunos e os funcionários. O governo quer uma escola pública com agenda forte, múltipla, com educação profissional para os jovens. Nós não teremos desenvolvimento sem educação”, disse.

Durante a visita inaugural às novas instalações, a secretária anunciou o lançamento de um edital de seleção de projetos de iniciação científica para os Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora (Nupeas). O objetivo é incentivar os estudos africanos e afro-brasileiros dentro das escolas mineiras e fomentar a reflexão sobre os processos históricos de discriminação e racismo.

Ela lembrou a importância de a cultura africana entrar para a grade curricular dos alunos nas escolas de Minas Gerais. Para participar da iniciativa, as escolas interessadas deverão apresentar projetos de pesquisa – em conformidade conforme o edital lançado – que serão avaliados e selecionados.