Quase uma hora depois do inicialmente previsto, ao som de "Magnólia", dos gritos animados do público, e com as ruas já tomadas pelos foliões, o cortejo do bloco teve um início animado. Para alegrar ainda mais a festa, dançarinos de Lindy Hop, estilo ligado ao jazz antigo, acompanham a bateria. 

Para o casal Helia Ladeia, de 59 anos, e Márcio Dutra, de 55 anos, o mais importante é curtir o Carnaval. Eles contam que foram em vários blocos durante os últimos quatro dias, mas garantem que ainda têm energia. "A gente gosta de tudo, de A a Z. Mas colocar jazz no Carnaval é realmente muito legal", disseram. Os dois elogiaram, ainda, a diversidade e a evolução da festa na capital mineira.

Repertório 

Durante o trajeto, devem rolar cerca de três horas de música. A intenção é tocar cerca de 12 canções, mais longas, como o próprio jazz permite, dando mais liberdade aos músicos de improvisar. No repertório, duas canções brasileiras: uma de Tim Maia, e uma outra homenagem ao compositor Marku Ribas, natural de Belo Horizonte.

Diferente

A proposta diferenciada do Bloco Magnólia agrada muita gente. Esta é a quarta vez que Henrique Rezende, de 46 anos, vem ao desfile. Antes mesmo da música começar, ele já mostrava animação para 'remexer o esqueleto'. "Adoro jazz, e uma outra coisa que me atrai para esse bloco todo ano é o fato do público ser mais família", conta.

 

Avaliação

Pontos positivos

Repertório

O repertório do Magnólia é muito diferente dos demais blocos do Carnaval de BH. O jazz que embala o desfile atrai grande público mesmo sem os batuques. 

Animação

Tanto o público quanto a banda estiveram muito animados desde o começo da apresentação, dançando bastante. 

Banheiros químicos

A concentração do bloco tinha muito mais banheiros químicos que os outros blocos. 

Pontos negativos

Atraso

Marcado para começar às 13h, o desfile atrasou quase uma hora. Os foliões ficaram um pouco impacientes e até arriscaram um "começa! começa!".

Trajeto

Este ano não foi permitido que o bloco desfilasse pela avenida Presidente Carlos Luz. As ruas do bairro Caiçaras, por onde seguiu o cortejo, eram muito estreitas para o número de foliões que esperava seguir o bloco. 

Ambulantes

Os vendedores ambulantes, mais uma vez, atrapalharam o cortejo. Parados no meio da via, as caixas de isopor impediam que os foliões - e o bloco - avanxsassem com tranquilidade. Os organizadores do Magnólia, inclusive, pediram que eles ficassem na calçaca, sem muito sucesso.


 

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