Mais de 100 mil hectares foram queimados em Minas este ano. Para que essa realidade não se repita em 2015, órgãos e secretários de meio ambiente dos municípios integrantes da Área de Proteção Ambiental (APA) Sul da região Metropolitana de Belo Horizonte reuniram-se, nesta quarta-feira (29), na sede do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, para articular medidas preventivas e de combate a incêndios.
 
A área protegida na região possui 164 mil hectares. A grande extensão é um dos problemas que dificulta o combate de incêndios, segundo o gestor da Apa, Luiz Roberto Bendia. “O Estado somente não dá conta de tudo. Precisamos contar com o apoio do municípios e das ONGs envolvidas nessa causa”, disse. 
 
O compartilhamento de responsabilidades para proteção das áreas de conservação já é prevista no Plano Integrado de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, mas, para o próximo ano, a ideia é propor novas medidas e planejar ações. 
 
Uma das principais metas é a constituição de brigadas equipadas e treinadas nas 13 cidades que possuem áreas de proteção na região metropolitana, entre elas BH, Itabirito e Rio Acima. Outra proposta é a ampliação do monitoramento para constatação dos focos ainda no início. 
 
“Não podemos esperar que no ano que vem essa situação melhore. Com chuvas mais concentradas, novamente, teremos um problema grave em relação às queimadas”, afirmou o diretor do Previncêndio, Rodrigo Bueno Belo, relacionando à importância do planejamento ainda este ano para o período de maior incidência de queimadas em 2015. 
 
Além de incentivar a formação de brigadas voluntárias ou particulares nos municípios, está prevista a contratação de 21 novas brigadistas. O reforço só não foi efetivado este ano por falta de interessados nas vagas, de acordo com Rodrigo. Com a reabertura do processo seletivo, a previsão é de que os brigadistas sejam contratados e possam atuar nas 13 cidades da área de proteção, a partir do próximo ano. 
 
Rede
 
O presidente da Brigada 1, André Rocha, que atua principalmente na Serra do Rola-Moça, destacou a necessidade de envolvimento da sociedade nas ações de combate e prevenção. “Criar uma rede é a solução”. 
 
Outra proposta apresentada é a criação de postos de encontro e referência em cada cidade. “Tem que ter uma estrutura miníma e bem definida e ter um ponto de encontro para quando o fogo ocorrer”, sugeriu André.