O Ministério da Saúde prorrogou, até 9 de junho, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A ação objetiva ampliar a cobertura vacinal no país, visando o cumprimento da meta de imunizar 90% do público-alvo.

O último balanço do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (Sipni) mostra que, em todo o Brasil, foram vacinados 66,8% dos grupos prioritários. Em Minas, conforme a Secretaria de Saúde (SES-MG), a cobertura vacinal é de 72,2%. Para que o Estado atinja a meta, será preciso vacina, ainda, mais de 1,2 milhão de pessoas.

A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo de vacinação para evitar a gripe e possíveis agravamentos. 

“É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus influenza”, explica.

Para a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaina Fonseca Almeida, quando as pessoas deixam de se vacinar, as consequências não são apenas individuais. “As baixas coberturas trazem problemas para a saúde de todos. Isso porque, com mais indivíduos suscetíveis a doenças, uma vez contaminados, podem infectar um coletivo ainda maior de pessoas”, alerta Janaina.

A transmissão do vírus influenza acontece pelo contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar; também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz)

Cobertura

Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação, conforme o Ministério da Saúde. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público, seguido pelas puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). 

Os grupos que menos se vacinaram são as crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 7,1 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

Alerta

Nove pessoas já morreram em Minas Gerais neste ano em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada pelo influenza. Segundo a SES-MG, seis desses pacientes contraíram o tipo A do vírus e três o tipo B. Até o momento, foram registrados 57 casos de influenza no Estado em 2017.

(*) Com agências

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