Pela primeira vez em Belo Horizonte, um mutirão para o reconhecimento de paternidade será realizado pela Defensoria Pública. Cerca de 40 profissionais estarão mobilizados no próximo dia 7 para o atendimento.

Serão realizados gratuitamente o reconhecimento de paternidade espontâneo, exame de DNA para as primeiras 200 pessoas cadastradas e ações de investigação de paternidade.

O projeto “Direito de ter pai” garante à criança e ao adolescente a colocação do nome do pai no registro de nascimento, promovendo não só o reconhecimento da paternidade, mas, também, a aproximação entre os dois. “O objetivo é possibilitar a reconstrução dos vínculos afetivos, que são de extrema importância para a formação de qualquer pessoa”, explicou a defensora Ana Cláudia Almeida Costa Leroy.

Para participar, o interessado deve se cadastrar na Defensoria Pública e, então, é enviado uma notificação para o pai para comparecer no dia do mutirão, quando terá duas opções: reconhecer espontaneamente o filho ou, se tiver alguma dúvida em relação à paternidade, é feito o exame de DNA no dia.

Reconhecimento

O número de cadastros de pessoas maiores de idade em busca de reconhecimento paterno por meio de exame de DNA é maior do que o de mães tentando essa confirmação para crianças.

É o caso da atendente Shirley Liliane Mota, de 33 anos. Ela disse que a mãe teve um relacionamento curto com o pai e engravidou, por isso ele não quis assumir a paternidade. “Há sete anos consegui contato com meu pai. Tudo que eu precisava era de um colo paterno, um ambiente familiar, por isso o procurei”, contou. “Tentei a aproximação e até sugeri um exame de DNA. Ele disse que não precisava e até reconheceu o quanto sou parecida com ele, mas depois sumiu novamente”.