A Cemig divulgou nesta segunda-feira (20) o resultado do mutirão contra irregularidades nas medições de energia e suspensões do fornecimento por inadimplência em Belo Horizonte. A Avenida Alberto Cintra, no bairro União, na região Nordeste de Belo Horizonte, foi a escolhida para receber a ação que contou com 20 inspeções nos padrões de energia e aproximadamente 600 cortes por inadimplência, com previsão de recuperação de R$ 300 mil.

O gerente de Gestão e Controle da Medição e das Perdas Comerciais da Distribuição da Cemig, Marco Antônio de Almeida, destaca o papel dos mutirões da empresa para identificar as fraudes e reduzir os prejuízos causados por essa prática lesiva. “A Cemig acompanha o consumo dos mais de 8 milhões de clientes em todo o estado e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessa avaliação de consumo, estamos fazendo esses mutirões em todos os 774 municípios de Minas Gerais. Temos encontrados muitas irregularidades e, ao mesmo tempo, blindando a receita da companhia”, afirma.

Além disso, Marco Antônio de Almeida destaca que a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% menor se não houvesse ligações irregulares e clandestinas. “O prejuízo é rateado entre a Cemig Distribuição e todos os consumidores adimplentes, diminuindo os ganhos da distribuidora e encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta ”, esclarece.

Se forem confirmadas as irregularidades, os infratores podem responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. A prática também pode ocasionar acidentes fatais, além de incêndios e danos à rede elétrica.

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes e danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pela sobrecarga gerada pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, alerta Marco Antônio de Almeida.

Outras operações

Desde o segundo semestre do ano passado, a Cemig tem intensificado a atuação contra as ligações irregulares e clandestinas em toda a sua área de concessão. Em agosto do ano passado, a empresa fez um mutirão no Edifício JK, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde foram identificados 95 casos de suspeitas de irregularidades em equipamentos e medições e feitos 130 cortes de energia de moradores em inadimplência.

Em setembro, a Cemig realizou inspeções em dois pontos bastante frequentados em Belo Horizonte. O primeiro mutirão teve foco nos bares e restaurantes do bairro de Lourdes, na região Centro-Sul da capital mineira, onde foram encontradas fraudes em cinco estabelecimentos.

Já no final de setembro, a empresa fez uma operação no Edifício Maletta, um dos mais tradicionais da cidade. Durante as inspeções, foram identificados 62 casos suspeitos de irregularidades em equipamentos de medição, que foram recolhidos e encaminhados para o laboratório da Empresa para perícia técnica e 11 cortes por inadimplência no fornecimento de energia.

Em novembro, a Galeria do Ouvidor, no Centro de Belo Horizonte, foi alvo de vistorias da Cemig. Na ocasião, foram feitas 24 inspeções e 18 cortes por inadimplência no fornecimento de energia. Neste ano, houve uma operação nas regiões da Pampulha e Venda Nova.

Na Avenida Fleming, bairro Ouro Preto, foram recolhidos 16 equipamentos de medição com suspeita de irregularidade, e no bairro Serra Verde foram encontrados 28 medidores nessa mesma condição. Também foram realizados 300 cortes por inadimplência no fornecimento de energia.

No interior, somente neste ano, a Cemig já realizou operações em Governador Valadares, Uberlândia, Montes Claros, dentre outras.