Os Centros de Saúde de Belo Horizonte estão recebendo a instalação de telas impregnadas com inseticidas para aumentar a proteção contra o Aedes aegypti. O material oferece dupla proteção contra o mosquito, já que conta com uma barreira física e uma bioquímica. 

As telas são feitas de malha fechada, impregnada por inseticida que contém cipermetrina e polietileno não inflamável. A validade é de cinco anos ou 20 lavagens. O material é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 

Funcionam como importantes aliadas no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika, e que em ambiente urbano também pode transmitir a febre amarela. 

“Estamos ampliando a instalação de forma a fazer com que a população fique mais protegida. Mas é fundamental que cada um continue fazendo sua parte, ou seja, evitando possíveis focos do mosquito dentro de casa e trabalho”, explica o subsecretário municipal de Promoção e Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Fabiano Pimenta. 

Projeto 

O material começou a ser instalado em 2016 em residências de gestantes, situadas próximas a locais com suspeita e confirmação de casos de zika. O objetivo era evitar possíveis casos da doença e, consequentemente, a ocorrência de microcefalia nos bebês. 

Em 2017, o projeto foi ampliado e telas foram instaladas no Hospital Eduardo de Menezes e Hospital Infantil João Paulo II – referências para internação de pacientes vindos do interior em tratamento e ou com suspeita de febre amarela, e também nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. 

Em 2018, até o início de fevereiro, seis centros de saúde receberam as telas. Desde que o projeto foi iniciado, 1.324 locais, entre residências e equipamentos de saúde, já foram protegidos. 

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