A seca que castiga o interior de Minas também preocupa a Região Metropolitana de Belo Horizonte. A redução drástica no volume de chuvas acumuladas já é classificada pela Copasa como a pior seca dos últimos 100 anos. De janeiro a setembro, choveram apenas 448 milímetros na Grande BH, valor muito abaixo da média dos últimos 65 anos, que é de 798 milímetros. 

Apesar do cenário de estiagem, a Copasa afirma que não há risco de desabastecimento da região metropolitana, já que há possibilidade de transferência entre os sistemas que abastecem as cidades do entorno de Belo Horizonte. 

Na prática, isso permite que haja um aumento no volume de água tratada pelo sistema da Bacia do Paraopeba - formada pelas represas Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores - caso haja redução de vazão no Rio das Velhas.

“Hoje, nos lagos, temos 140 milhões de metros cúbicos de água acumulados, o que atende o consumo da Grande BH pelo período de 10 meses. Como em novembro, vamos entrar no período chuvoso, acreditamos que a situação será normalizada”, afirma o diretor de operação da Região Metropolitana da Copasa, Rômulo Perilli. 

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