A limpeza da avenida Teresa Cristina, que teve trechos destruídos pela chuva do fim de semana, deve ser finalizada nesta segunda-feira (20). Esta é a previsão da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), que levou 60 funcionários e seis carros para raspar o barro da via e retirar as placas de asfalto restantes. As atividades começaram por volta das 8h40, no ponto mais crítico, onde o córrego Ferrugem, que transbordou, encontra a avenida, próximo do bairro Vila Maracas, no limite dos municípios de Belo Horizonte e Contagem. 

A maior parte do lixo foi retirada no domingo: cerca de 50 toneladas de asfalto, pedaços de concreto e destroços arrastados com a enchente foram removidas utilizando mais de 10 mil litros de água. “O lixo pesado mesmo foi removido ontem, tem algum lixo ainda que sobrou, mas hoje nós estamos mais tirando terra e fazendo a raspagem. A intenção é terminarmos hoje mesmo e acabar com o resto das placas de asfalto”, explica a responsável pela limpeza urbana da regional Oeste da SLU, Tânia Cardoso.

Os trabalhadores da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) também estão vistoriando o local desde as 8 horas. Eles irão analisar os estragos causados pelo temporal e avaliar o que pode ser feito. Segundo o órgão, no entanto, ainda não há previsão para quando as obras de conserto e recapeamento da via serão efetivamente iniciadas. 

Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura informou que, após a conclusão da limpeza, começam a ser executados os serviços de recuperação do pavimento asfáltico e dos passeios  e de limpeza e desobstrução das bocas de lobo. A previsão é que os serviços estejam concluídos nos próximos 15 dias.  O custo das intervenções está sendo avaliado pela Sudecap.

Danos para os moradores

Com a forte chuva que ocorreu na madrugada de ontem, muitas casas foram inundadas pela água e famílias perderam mobiliário, mantimentos, eletrodomésticos, roupas e até automóveis. A Defesa Civil da capital vistoriou 137 imóveis localizados na avenida Palestina e nas ruas B1 e A1, no bairro Madre Gertrudes, na zona Oeste - uma das áreas mais afetadas pelo temporal. 

Das casas visitadas pela Defesa Civil durante o domingo, 78 tinham danos aparentes e outros 59 não apresentaram problemas. Para ajudar os moradores prejudicados, o órgão, que tem função de assistência humanitária, doou 57 colchões, 58 cobertores e 19 cestas de alimentos. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil também esteve no local ontem para avaliar o impacto da enchente.