Presa em Diadema, interior paulista, na última terça-feira (10), a médica Gabriela Ferreira Corrêa da Costa, condenada a 46 anos de prisão em 2015 pelo assassinato de dois empresários, deve ser transferida para Minas Gerais na próxima quinta-feira (12). A previsão é do promotor Francisco Santiago, que expediu o mandado de prisão. 

A médica foi presa pela Polícia Militar de São Paulo enquanto trabalhava na Secretaria de Saúde de Diadema. Segundo a prefeitura da cidade, a médica ingressou no cargo que ocupava através de concurso público e, para assumir, apresentou até mesmo certidão negativa antecedentes criminais com emissão em 8 de março de 2016.  "A Prefeitura de Diadema vai abrir um processo administrativo e todas as providências cabíveis serão tomadas", informou a prefeitura, em nota.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Gabriela, que era considerada foragida desde 2016, foi encaminhada ao 1º Departamento de Polícia Civil de Diadema e, em seguida, ao 7º Departamento de Polícia Civil de São Bernardo do Campo, onde está detida e aguarda a transferência. A Secretaria de Segurança de Pública de São Paulo, no entanto, não confirma a data da transferência. 

O advogado de defesa de Gabriela, Alaor de Almeida Castro, já entrou com um pedido de reconsideração da decisão. "A prisão agride o ordenamento jurídico do indivíduo, já que no processo ainda falta uma decisão do Superior Tribunal de Justiça". 

Entenda

Gabriela Costa foi condenada em júri popular em 2015 pelo assassinato de dois empresários em um caso que ficou conhecido como o "Bando da Degola". O crime aconteceu em 2010 e envolveu outras sete pessoas. Fredericio Flores, tido como líder da quadrilha, era namorado de Gabriela.

Os empresários Rayder Rodrigues, de 39 anos, e Fabiano Moura, de 36, foram assassinados no apartamento de Flores, no bairro Sion, região Sul de Belo Horizonte, e seus corpos foram encontrados em uma estrada em Nova Lima, na Região Metropolitana, sem as cabeças e dedos. Os homens teriam sido torturados para que revelassem informações sobre contas bancárias das lojas deles e seus dedos e cabeças foram arrancados para dificultar as investigações.