Os funcionários do metrô de Belo Horizonte decidiram, em assembleia coletiva, manter a greve que já dura dois dias. A categoria julgou que as melhorias apresentadas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) são irrisórias perto das exigências colocadas pelo grupo.

Os metroviários pedem acréscimo de R$ 635 ao piso atual, fixado em R$ 1.610,16. Além disso, exigem recomposição salarial de 9,59% referentes a 12 meses sem reajuste, e de 7,12%, que teriam sido apurados desde maio de 2011. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindmetro-MG), Romeu José Machado Neto, 90% dos funcionários da companhia em Belo Horizonte aderiram à paralisação, que não tem previsão para terminar. 

"Queremos o julgamento do dissídio e a que as discussões considerem essas reivindicações. A CBTU insiste em uma pauta que não é viável", afirma. 

Segundo Machado, tanto nesta quinta-feira (31) quanto no domingo (3), o metrô não funcionará em nenhum horário. Nos outros dias permanece a escala reduzida de 5h30 às 9h30.

Justiça

A CBTU acionou o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT–MG) para garantir o atendimento em período integral. A ação, no entanto, permanece à espera do julgamento do desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal. 

Por nota, a CBTU informou que segue aguardando a decisão da justiça "para que seja mantido o funcionamento de 100% dos trens nos picos da manhã (5h30 às 9h) e da tarde (16h30 às 20h), além de 80% de funcionamento nos demais horários, permanecendo em atividade quantos trabalhadores forem necessários para o cumprimento de tal escala".