O incêndio de grandes proporções que atingiu e destruiu lojas de um pavilhão da Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, continua mobilizando o Corpo de Bombeiros. Na manhã desta sexta-feira (8), 42 militares em 14 viaturas estão no local realizando rescaldo. O trabalho já ultrapassa 11 horas.

Segundo a corporação, a estrutura do teto foi abalada e, por isso, pode desabar. Contudo, como o fogo ficou confinado, não há riscos para outras unidades da Ceasa. Os bombeiros estimam que aproximadamente 80% do pavilhão G1 foi queimado pelas chamas.

O local ainda não foi vistoriado pela Defesa Civil, uma vez que o combate está sendo realizado e o perigo é grande. Mesmo sem ter ainda ter o crivo dos técnicos, a previsão é de que o espaço incendiado seja interditado por questão de segurança.


Destruição

O incêndio que consumiu o pavilhão teve início da tarde de quinta-feira (7) e é considerado um dos três maiores da história do entreposto. De acordo com o presidente da associação dos comerciantes da Ceasa, Emílio Brandi, ainda não é possível precisar exatamente o impacto financeiro para as 12 empresas alocadas no pavilhão G-1, mas o prejuízo deve atingir cifras milionárias.

No início da noite desta quinta, o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar as chamas. Porém, ainda há focos isolados e muita fumaça.

Para combater o incêndio, o Corpo de Bombeiros adotou o Sistema de Comando de Operações (SCO), uma forma de organizar a atuação dos diversos profissionais e órgãos envolvidos. Por exemplo, enquanto algumas equipes lidavam diretamente com o fogo, outras buscavam identificar as variadas substâncias perigosas existentes nas lojas que estavam queimando, ajudando assim no processo de tomada de decisões.

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