A aprovação da etapa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) referente ao ensino médio está, oficialmente, nas mãos do Conselho Nacional de Educação (CNE). O órgão recebeu o documento do Ministério da Educação (MEC) na tarde de ontem e deve iniciar, já na próxima semana, as reuniões para analisar o conteúdo. A expectativa é a de que, na segunda-feira, as datas das audiências públicas para debater o tema já sejam anunciadas.

Esta é a segunda fase de definição das regras que vão nortear a educação nas escolas brasileiras. A primeira parte ficou pronta com a conclusão da base específica que é referente aos ensinos infantil e fundamental e deve ser colocada em prática até 2020.

De acordo com o MEC, a conclusão da BNCC vai possibilitar a reforma do ensino médio em todo país. O documento vai orientar os currículos dessa etapa escolar e também servirá como referência para a formação dos professores, para os livros didáticos e, futuramente, para as avaliações.

Divisões
O texto recebido ontem pelo CNE organiza a BNCC do ensino médio por áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática aparecem como componentes curriculares, ou seja, obrigatórias para os três anos do ensino médio.

Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas-aula. As 1,2 mil horas restantes devem ser dedicadas ao aprofundamento no itinerário formativo (grade curricular) de escolha do estudante. 

Esses itinerários serão desenvolvidos pelos estados e pelas escolas, de acordo com o guia de orientação que o MEC vai disponibilizar como apoio nos próximos meses.

As instituições de ensino poderão oferecer grades em cada uma das áreas do conhecimento ou combinando diferentes disciplinas. Outra opção é a oferta focada em algum aspecto específico de uma área. 

Os estudantes poderão também optar por uma formação técnico-profissionalizante, que poderá ser cursada dentro da carga horária regular do ensino médio.

* Com Agência Brasil