As corregedorias das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros apuram uma briga que resultou em tiroteio, nesse domingo (28), em um bar no bairro Castelo, região da Pampulha. O desentendimento teria sido motivado por mulheres. Conforme informações do boletim de ocorrência, dois investigadores da Polícia Civil teriam mexidos com duas mulheres que estavam na companhia de dois policiais militares.

Os investigadores, que fazem parte do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DIOPF), negaram que mexeram com as mulheres, mas iniciaram o bate-boca. “Foi quando um dos investigadores acabou sacando a arma e atirando no militar”, disse um cliente do estabelecimento que pediu anonimato. Ainda de acordo com o cliente, em nenhum momento da briga, ninguém havia se identificado como policiais.

Com os ânimos exaltados, um investigador acabou sacando a arma e disparando contra os soldados. Um os envolvidos acabou saindo do estabelecimento e tentou abrigar-se atrás de uma árvore na avenida dos Engenheiros. Outro acabou se escondendo atrás de um veículo estacionado.

Durante o tumulto, as mulheres – uma de 21 anos, que seria namorada de um dos soldados - e a amiga e 19 anos fugiram do local e foram até uma companhia da Polícia Militar pedir socorro. Quando retornaram no local havia várias viaturas das duas corporações.

Quatro policiais civis, quatro soldados lotados no 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e 34ºBPM e um do Corpo de Bombeiros lotado no 1º Batalhão de Bombeiro Militar (BBM) foram encaminhados para a Central de Flagrantes (Ceflan) do bairro Alípio de Melo, na mesma região.

Em depoimento, as jovens confirmaram que foram abordadas pelos policiais civis, o que teria motivado o desentendimento.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) disse que as corregedorias das duas instituições acompanham o caso. A pasta informou que ninguém ficou ferido no tiroteio e foram recolhidos três pistolas e 30 munição.