Com o jogo Baleia Azul em evidência, mensagens com notícias e depoimentos falsos sobre o desafio invadiram redes sociais como o Facebook e o WhatsApp. Para levar pânico à população, os trotes trazem desde 'alertas' sobre o envenenamento de crianças até a ameaça de se tornar alvo de uma persequição mortal após apenas um clique no que seria, supostamente, um link do jogo. Originário da Rússia, o Baleia Azul desafia os participantes a executarem 50 tarefas mórbidas ao longo de 50 dias e tem como desafio final o suicídio.

Na terça-feira (18), uma mensagem falsa mobilizou os moradores de Ipanema, no Vale do Rio Doce, com repercussão por grupos de whatsApp de várias outras cidades. Na mensagem, um jovem avisa que entregará balas envenenadas a 30 estudantes de escolas da região para cumprir o que ele diz ser uma das tarefas do jogo. O caso acabou mobilizando a Polícia Militar, professores e pais de alunos de Ipanema, em pânico até que a polícia confirmou que tratava-se de um boato.A PM está fazendo o rastreamento das mensagens para tentar localizar o autor, mas até o momento ninguém foi identidificado.

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Há ainda um áudio com sotaque carioca informando que, uma vez que o usuário clique no link do jogo, não poderá sair enquanto todas as tarefas não forem executadas. "Uma vez que aceita esse link Baleia Azul, não tem mais volta", diz o áudio, que vem acompanhado de uma mensagem de texto que, claro, pede o reenvio para todos os familiares. Um padrão em correntes de notícias falsas.

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O presidente da Comissão de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB-MG), Alexandre Atheniense, explica que as mensagens falsas que circulam nas redes sociais são criadas por oportunistas. “São golpistas que se aproveitam de um determinado assunto sério para alarmar a população. Um simples clique não obriga ou mantém nenhum curioso no jogo. No máximo, o que pode acontecer é a instalação de um vírus no computador ou no celular para roubo de dados”, explica.

O advogado alerta que este tipo de mensagem não deve ser repassada. “Quanto mais compartilhada, mais criará  apavoramento nas pessoas. A regra é não acreditar e nem clicar em tudo que se recebe. Simplesmente ignore”, orienta.

No Facebook, um post supostamente bem intecionado pede: "Por favor, pelo menos três dos meus amigos do Facebook, poderiam copiar e colar essa informação? Linha de prevenção ao suicídio 0800-273-8255", O número, no entanto, está inativo. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende em todo o país, na verdade, pelo 141.

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