Um ensino que integra prática e teoria, possibilitando aos estudantes aplicar os conhecimentos vistos em sala de aula. Essas são algumas das principais características do curso de engenharia civil das Faculdades Kennedy, ofertado nas unidades João Pinheiro e Venda Nova, na capital mineira. 

A graduação é uma das mais tradicionais de Belo Horizonte e forma profissionais há 53 anos. Com ampla área de atuação, os futuros engenheiros podem trabalhar tanto em obras de infraestrutura, como construção de estradas e pontes, quanto em âmbito residencial.

A partir de um único projeto de edificação ou residência, os alunos aprendem a fazer obras estruturais, elétricas e de fundação. O diálogo entre conteúdos, segundo a coordenadora, Gisela do Couto Bemfica, é importante para que os futuros profissionais possam “compreender a engenharia como um todo, não só como disciplinas isoladas”. 

A formação completa os torna aptos também para gerenciar empresas de construção civil no mercado de trabalho. “Assim, o aluno já aprende a calcular estruturas, desenhar as armações e formas e concentrar o conhecimento. Eles ficam muito entusiasmados”, explica. 

Aplicação

O estudante do 10° período Luiz Gustavo Machado acabou de apresentar dois projetos sociais à banca de professores: a pavimentação de uma rua no bairro Ribeiro de Abreu (região Norte de BH) e a construção de uma quadra poliesportiva no Pompéia (Leste).

“Tive que fazer levantamento topográfico, análises estrutural e de movimentação da terra. É uma oportunidade de aplicar todos os conhecimentos vistos no curso, especialmente os do começo da graduação. Foi uma boa chance para assimilar tudo”, conta Luiz Gustavo.

Qualificação

Outro diferencial da graduação, segundo os estudantes, é a formação do corpo docente. Luiz lembra que, além de estudos acadêmicos, os professores têm vivência profissional e exercem a função de engenheiros. 

Para a aluna do 9° período Ana Lúcia Jeber, o contato dos mestres com o mercado de trabalho a ajudou a entender quais situações e problemas um engenheiro pode enfrentar no dia a dia da profissão.

“Justamente por causa da experiência dos professores, eles conseguem associar a rotina do engenheiro ao que aprendemos em sala de aula. Eles trazem exemplos práticos e nós ficamos mais preparados”, conta a estudante, que faz estágio em uma construtora e participa da reforma de prédios.

Além Disso

Além de visitas técnicas, disciplinas integradas e contato com o mercado de trabalho por meio de estágios, os alunos de engenharia civil também aprendem técnicas de construção nos laboratórios do curso. 

De acordo com a coordenadora Gisela Bemfica, as estruturas são bem equipadas para que os estudantes possam fazer testes com concreto e trabalhem também a prática durante as aulas.

“Eles levam para o laboratório o que aprendem na teoria. Nos experimentos eles fazem a dosagem do concreto, entendem quanto de cimento, água e areia é necessário, utilizam a peneira para fazer a mistura. Depois, eles fazem teste em uma prensa para ver a capacidade de carga”, explica. 

A experiência, para a coordenadora, é essencial para que os estudantes cheguem ao mercado de trabalho com conhecimento de diversas situações da engenharia, preparados para os desafios da profissão.