A defesa do goleiro Bruno Fernandes, de 32 anos, aguarda a entrega do processo em que Bruno foi condenado na Comarca de Varginha, no Sul de Minas, para pedir na Justiça a progressão de pena do atleta. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que o processo saiu da Comarca de Contagem, na Região Metropolitana com destino ao Sul de Minas.

Ainda de acordo com o TJMG, o trâmite adotado é padrão. Segundo o órgão, o processo sempre é encaminhado para comarca em que o acusado cumpre pena. A expectativa é a de que a documentação chegue até quinta-feira (4).

O advogado do jogador, Lúcio Adolfo, disse que espera o processo chegar à Comarca de Varginha. “Vamos analisar e avaliar as melhores possibilidades. Queremos a progressão da pena e que ele passe para o regime semiaberto”, disse.

O jogador está preso desde o último dia 27 de abril, após a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao se apresentar, o goleiro foi encaminhado para o presídio de Varginha, no Sul de Minas. Quando seria transferido do presídio de Três Corações, onde havia passado a noite, para a Comarca de Contagem, o Juiz da Vara de Execuções Penais aceitou o pedido da defesa do atleta para que ele cumprisse pena em Varginha.

Carreira

Mesmo preso, Bruno Fernandes ainda tem esperança de voltar aos campos pelo Boa Esporte Clube, de Varginha. O contrato com o clube foi suspenso após a volta do goleiro para o complexo penitenciário. “O contrato está suspenso sem prejuízo para ambas as partes até que tudo se revolva”, reforça o advogado do atleta.

Ainda de acordo com Lúcio Adolfo, com a possibilidade de cumprimento de pena em regime semiaberto no Sul de Minas, o goleiro teria a chance de continuar os treinamentos junto com a equipe. “ Ele terá direito o trabalho e a possibilidade até de dormir em casa em um regime semiaberto”, explica.

Relembre

Bruno Fernandes ganhou a liberdade em fevereiro deste ano, depois que o ministro Marco Aurélio de Mello entendeu que havia excesso de prazo na prisão e concedeu uma liminar para que o goleiro aguardasse a decisão dos recursos em liberdade. Bruno deixou a Apac de Santa Luzia, na Grande BH, onde estava cumprindo pena, três dias depois.

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