O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, anunciou no final da tarde quinta-feira (30) à tarde, por meio de nota no site oficial da entidade, que irá apoiar a candidatura de Zico à presidência da Fifa. O ex-jogador precisa conseguir a assinatura de outras quatro federações nacionais para ser confirmado como candidato na próxima eleição do organismo que controla o futebol mundial, em 26 de fevereiro de 2016.

Del Nero informou que espera apenas pelas confirmações de apoio de outras quatro entidades nacionais para ratificar oficialmente que respalda a candidatura do ex-atleta de 62 anos, que atualmente é técnico do clube indiano Goa FC.

"Zico tem o nosso apoio para viabilizar a candidatura. Se ele conseguir as outras quatro assinaturas, a CBF vai endossar o seu pleito. Falei com o Napout que temos um brasileiro ilustre com a intenção de concorrer ao cargo de presidente da FIFA. Em condições regulares para entrar na eleição, Zico terá o endosso da CBF", afirmou Del Nero, revelando também que entrou em contato com o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, para falar sobre o assunto.

Zico se reuniu com Del Nero e com presidentes de federações nesta quinta, na sede da CBF, e festejou o resultado de sua visita, na qual soube que poderá contar com a assinatura da CBF para poder concorrer na eleição da Fifa.

"Fiquei feliz com a resposta no sentido de que eu preciso ter cinco apoios, então eu trazendo os outros quatro, a CBF estaria do meu lado. Isso é importante porque eu queria daria o meu pontapé inicial apenas depois de receber o sinal positivo da CBF. Fico agradecido ao presidente", afirmou Zico, que é um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro e na última terça enviou uma carta para a CBF na qual solicitou apoio da entidade.

O ex-meio-campista defendeu a seleção brasileira em 89 jogos, de 1976 a 1989, e marcou 66 gols - é o terceiro maior artilheiro do escrete canarinho, atrás de Ronaldo (67) e Pelé (95). Longe dos gramados, ele foi secretário nacional de Esportes do governo Fernando Collor de Melo, entre 1990 e 1991. O cargo equivalia à função de ministro do Esporte, já que o cargo e o próprio órgão só seriam criados em 1995 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época de Zico, a área de esporte estava sob a responsabilidade do Ministério da Educação.

Nesta semana, o francês Michel Platini, presidente da Uefa e outro grande craque da história do futebol mundial, oficializou a candidatura ao cargo que finalmente será deixado por Joseph Blatter em fevereiro, depois de o dirigente já ter renunciado ao cargo pouco dias após estourar o escândalo de corrupção que provocou a prisão de uma série de dirigentes ligados à Fifa.