O delegado Márcio Cavalcanti, de Alfenas, no Sul de Minas, ouve nesta quarta-feira (17) várias testemunhas para tentar refazer os últimos passos da adolescente de 14 anos encontrada morta no último domingo (14). Uma dessas testemunhas é o pai da vítima.  

Além dos depoimentos, o delegado responsável pelo caso aguarda os laudos da perícia de DNA do suspeito e da vítima, e também do celular dela.

Conforme o investigador, o rapaz prestou depoimento à polícia e negou participação na morte da jovem. Ele negou, inclusive, que conhecesse a menina. A polícia informou, contudo, que o suspeito continua sendo investigado pelo homicídio.

Por isso, o material genético dele foi recolhido e será confrontado com os vestígios encontrados do cadáver da vítima. Além disso, a moto do suspeito também foi apreendida e será periciada, uma vez que uma moto foi vista na cena do crime.

O delegado não detalhou a investigação, mas já havia divulgado que o homem era um dos principais suspeitos do assassinato da adolescente. Ele foi apontado como namorado da menina. A motivação do crime segue desconhecida. Depois de ser ouvido, o homem foi liberado.

Sequestro e tortura

No depoimento, o rapaz comentou sobre o vídeo que circula nas redes sociais em que ele confessa ter matado a adolescente. Nas imagens, o homem aparece amarrado em um pé de café e sendo torturado por membros de uma organização que dizem ser do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao delegado, o rapaz disse os sequestradores estavam encapuzados e, por isso, não conseguiu identificá-los. Um inquérito para investigar o sequestro do rapaz de 26 anos foi aberto.

Crime

A adolescente de 14 anos foi encontrada morta na estrada municipal do Pântano, altura do bairro Jardim São Paulo, em Alfenas. Ela estava sem as roupas íntimas e com o vestido levantado até a altura do abdômen.

A Polícia Militar chegou até o corpo após denúncia anônima, que informou sobre o cadáver. A pessoa que acionou a corporação disse que viu o casal na estrada, na noite de sábado. Eles estavam em uma moto vermelha. Na manhã do dia seguinte, a adolescente estava caída na estrada e já sem os sinais vitais. O celular dela estava ao lado do corpo.