O cantor sertanejo Eduardo Costa se envolveu em mais uma polêmica que virou alvo de ação judicial. Investigado por suposto estelionato, o músico também responde na Justiça por manter aves silvestres em cativeiro. Conforme a denúncia, o artista mantinha em sua fazenda, localizada em Capitólio, na região Sul de Minas, dois pássaros das espécies pintassilgo e bico de pimenta em gaiolas. 

O problema é que as aves estavam sem anilhas de identificação dos órgãos ambientais. Conforme o Ibama, anilhas são argolas de alumínio que atestam o nascimento da ave em cativeiro. O equipamento é obrigatório para controle dos pássaros criados fora da natureza.

As apreensões aconteceram na fazenda Eduardo Costa, no bairro Dique. Além das aves, no local foram apreendidos também duas gaiolas de madeira e uma gaiola de metal. Por causa do suposto delito, o cantor prestará depoimento na próxima terça-feira (14), no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, em Belo Horizonte.

Procurado pela reportagem, Eduardo Costa optou por não se manifestar.

Estelionato

Eduardo Costa também é investigado por estelionato por causa de uma transação imobiliária. Segundo a investigação, o sertanejo teria negociado com um casal, em 2015, a troca de um imóvel de sua propriedade localizado em Escarpas do Lago, na cidade de Capitólio, no valor aproximado de R$ 6 milhões, por outro localizado na região da Pampulha, em Belo Horizonte, de propriedade do casal, cujo valor seria de R$ 9 milhões.

O problema, conforme o advogado do casal, Arnaldo Soares Alves, é que o cantor não teria informado na negociação que o imóvel de Furnas estaria com embargos ambientais por ter parte construída sob área de proteção ambiental. Em julho deste ano, Eduardo Costa prestou depoimento na sede do Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em BH, para falar sobre a suspeita de estelionato. 

Na ocasião, o cantor negou o crime. O músico garante que jamais teve a intenção de prejudicar qualquer pessoa. "Inclusive, quando comprei a casa esse imóvel já existia. Era algo que estava claro para todos durante a negociação", afirmou.

Responsável pela investigação, o delegado Vinícius Dias declarou que ainda não há provas para apontar que Eduardo Costa tenha cometido o crime de estelionato. 

Troca de bens

Outra polêmica envolve os R$ 3 milhões faltantes na troca dos imóveis. Eduardo Costa teria oferecido uma Ferrari, uma lancha e uma moto aquática. Os dois últimos bens, contudo, não foram transferidos para o casal, conforme o advogado Arnaldo Soares. Além disso, a Ferrari, avaliada em R$ 1,1 milhão foi vendida para o cantor Marrone, que faz dupla com Bruno, por um valor inferior: R$ 800 mil.

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