Eliminar preconceitos, ampliar espaços de participação e a inclusão no mercado de trabalho e combater a violência são alguns dos desafios a serem enfrentados, no Brasil, quando o assunto é terceira idade. A análise é do coordenador Especial de Políticas para o Idoso em Minas, Felipe Willer. E mostra que não há muito a se comemorar no Dia Nacional e Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro.

A necessidade urgente de avanços é confirmada pela aposentada Aidê Curi Thome, de 71 anos. Ela reclama principalmente do desrespeito. “Precisei de um táxi, mas por causa da curta distância o motorista não quis me levar. No ônibus, temos o lugar só na teoria. Na rua, só falta passarem por cima da gente”, desabafa.

Apesar de a medicina ter trazido maior qualidade de vida para os mais velhos, o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Minas, Rodrigo Ribeiro dos Santos, diz que muito tem que ser melhorado na área da saúde. Especialmente no que diz respeito a recursos, prevenção a doenças e hábitos saudáveis.

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“Avançamos nos tratamentos e na conscientização, mas ainda não conseguimos reduzir de forma significativa o percentual de idosos que envelhecem com incapacidade”.

Ele defende que o acesso à saúde seja amplo, com especialistas capacitados e especializados para atender o idoso. “Não só os profissionais da geriatria e da gerontologia, mas também os de outras especialidades deveriam ser qualificados e aprender a tratar o idoso da forma adequada”.

Outros desafios enfrentados pelos idosos você pode ver na edição digital do Portal HD