O prefeito Alexandre Kalil (PHS) criticou manifestantes que foram à porta da Secretaria Municipal de Saúde para protestar contra a falta de suprimentos nos postos de saúde municipais da capital.

“Eu queria aproveitar a oportunidade para dizer o seguinte: fico muito triste quando vejo panelaço na porta da Secretaria de Saúde. Quero avisar à população que o Conselho Municipal de Saúde tem a porta aberta. Nós estamos lá à disposição deles, podem ir lá no gabinete apresentar soluções concretas, nós estamos à disposição”, afirmou.

Sobre a falta de materiais básicos, como agulhas e esparadrapos, o prefeito afirmou que a licitação deveria ter sido feita antes, mas não quis criticar o antecessor, Márcio Lacerda (PSB).

“Isso é uma preparação a longo prazo, não está faltando nada, não está faltando dinheiro. Quando a lei fala em colocar 15%, nós estamos colocando quase 26% (na saúde). Nunca investimos tanto na saúde. Agora, tem a burocracia”, enfatizou, referindo-se às exigências de licitação para a compra desses materiais.


Vila Viva

Kalil deu essas declarações durante uma visita a obras do Programa Vila Viva, no Aglomerado Morro das Pedras, na manhã desta quinta-feira (20). Com recursos de R$ 27 milhões, vindos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), vinculado ao Ministério das Cidades, já foram executados R$ 8,7 milhões.

No local estão sendo abertas ruas e construída a “Vila Olímpica”, que é uma arquibancada para cerca de 1000 pessoas, em um campo de futebol. Durante a visita, Kalil afirmou que vai estimular as secretarias a apresentarem projetos para ocuparem os espaços embaixo das arquibancadas, seja com escolas ou postos de saúde, por exemplo. 

“A gente dá muita importância para esse tipo de obra, porque toca a vida das pessoas, e melhora a vida de quem está precisando ter a vida melhorada. A obra da Vila Olímpica vai ser terminada porque tem dinheiro alocado, apesar de achar aquilo uma aberração”, afirmou.

A visita inclui uma passagem rápida pelas obras que irão conectar a rua Vinte e Quatro de Agosto à avenida Raja Gabaglia, em um trecho de 200 metros. Para abrir a rua foram desapropriadas cerca de 60 famílias.

O contrato inclui ainda a abertura de mais cinco ruas e a urbanização de quase 60 becos. As obras devem ser concluídas no ano que vem.