A Bem-te-vi abriu os desfiles das escolas de samba, em Belo Horizonte, nesta terça-feira de Carnaval (13). Com um Samba-Enredo em homenagem aos 150 anos de Sete Lagoas, a escola busca o acesso ao grupo principal. 

Para isso saiu pela Avenida Afonso Pena com  samba enredo que faz referência às águas e grutas da cidade, a personalidades do município, como o humorista Zacarias, e a hospitalidade dos moradores. "Vamos cantar pra ela, Salve ela, a Rainha do Sertão", diz a letra do samba.

"A comissão de frente traz oito bailarinos que fazem uma homenagem à fauna, flora e às formações geológicas da cidade. O interessante é que a cidade vai junto com a gente para a avenida, temos este apoio", conta o coreógrafo Alan Keler.

Este é o retorno da Bem-te-vi, fundado em 1979, ao Carnaval de Belo Horizonte.

Segunda escola a desfilar, a Estrela do Vale buscou expressar a diversidade da cultura brasileira por meio de um grande musical, explica o diretor do grupo, Igor Paulo, um dos responsáveis pelo samba-enredo.

"Estamos trazendo as danças tradicionais do Brasil desde o período do descobrimento até hoje, passando também pelas raízes indígenas", afirma Igor, que não esconde a felicidade de desfilar na Afonso Pena.

"Por muito tempo o Carnaval foi relegado ao segundo plano em Belo Horizonte, mas a cultura é mais forte, ela resistiu. Nós somos uma capital festeira. Esse Carnaval vai ficar cada dia melhor", aposta Igor.

Já a terceira escola a desfilar, a Cidade Jardim entrou na Afonso Pena com um samba-enredo dedicado às flores do mundo. "Falamos da rosas, das vitorias-régia, desde a Criação até os dias de hoje. Com as cidades que temos, as flores podem dar uma grande contribuição para nosso bem-estar", afirma  dos autores do samba, Evair Rabelo. A Cidade de Jardim é uma escolas mais tradicionais de Belo Horizonte e sai nos Carnavais desde 1961.

Após a Cidade Jardim desfilam mais três escolas, todas do grupo especial: Acadêmicos de Venda Nova (campeã em 2017), Imperavi de Ouros e Canto da Alvorada. Cada escola tem uma hora para desfilar.

Além disso, passará pela Afonso Pena o bloco Leão da Lagoinha, o mais antigo de Belo Horizonte, com 91 anos.

Para 2018 houve aumento em 50% no financiamento das escolas pela prefeitura - R$ 75 mil para as do grupo principal e R$ 35 mil para a do grupo de acesso.