Elenilson Vítor da Silva Damasceno, ex-caseiro do goleiro Bruno, foi preso pela Guarda Municipal na manhã desta quarta-feira (21). Ele foi condenado pela Justiça por envolvimento no assassinato de Elisa Samúdio e estava foragido.

Condenado por envolvimento na morte de Eliza Samúdio, Elenilson cumpria prisão em regime semiaberto, mas possuía um mandado de prisão a ser cumprido, por não estar se apresentando regularmente à Justiça.

De acordo com os guardas municipais, a atitude suspeita de Elenilson ao deparar com as motocicletas da Guarda Municipal que faziam ronda pelo local é que possibilitou a prisão. Ele estava na companhia do outros dois homens e teriam demonstrado preocupação devido à presença dos agentes. Os três foram interceptados pelos guardas e a verificação de seus documentos revelou que os outros dois homens tinham passagens pela polícia, mas estavam em situação regular. Já a consulta aos dados do ex-caseiro revelaram que ele estava sendo considerado um foragido.

Elenilson será encaminhado para a Central de Flagrantes (Ceflan 1) , na rua Pouso Alegre, 417, no bairro Floresta, região Leste da capital, onde foram informados que o ex-caseiro deveria ser levado para a 4ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul.

De acordo com assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Elenilson foi condenado a três anos de prisão em regime semiaberto e o julgamento foi encerrado em 2015. Em fevereiro de 2016, foi expedido mandado de prisão para ele, mas Elenilson não foi encontrado pelo oficial de Justiça. Como, teoricamente, o ex-caseiro não foi informado sobre o pedido de prisão, ele não pode ser considerado foragido pela Justiça.

Ainda de acordo com o TJMG, a Comarca de Contagem ainda não recebeu o comunicado de prisão de Elenilson. Só depois disso, o juiz da Vara de Execuções Penais de Contagem poderá analisar a prisão do condenado e verificar a progressão da pena, já que o ex-caseiro já cumpriu parte dela.  

Operação Sentinela

A prisão aconteceu durante a Operação Sentinela, lançada pela Guarda Municipal no dia 27 de março deste ano como uma das ações do Plano de Revitalização do Centro de BH. A operação é caracterizada pelo empenho de um efetivo de 120 guardas municipais no patrulhamento a pé da Praça Sete, Praça Rio Branco e Praça da Estação. Os agentes realizam abordagens em pessoas com atitude suspeita e fazem a repressão em ocorrências de flagrante de furto, roubo ou demais delitos.

O balanço da Operação Sentinela referente ao período de 27 de março até o dia 5 de junho aponta que 1.285 pessoas em atitude suspeita foram abordadas pelos guardas municipais, resultando em 21 prisões. Um total de 235 veículos foram abordados. O saldo de materiais apreendidos durante as ações é de uma arma falsa, 15 munições de calibre 380, quatro porções e três cigarros de maconha e três celulares de procedência duvidosa.