A possível vinda da exposição "Queermuseu - Cartografias da diferença na arte brasileira", para Belo Horizonte, continua gerando polêmica. Nesta quarta (13) foi a vez do prefeito Alexandre Kalil entrar na questão. Pelo Twitter, o prefeito da capital disse que a decisão final sobre a vinda ou não de Queermuseu para BH seria dele e que fofocas na internet só serviam para dividir o país.

A assessoria de imprensa da prefeitura confirmou a veracidade das informações publicadas na rede social, mas disse que não há nenhuma confirmação sobre o assunto. "O prefeito não decidiu nada ainda, nem que sim, nem que não", disseram. 

O prefeito teria, ainda, ligado para o secretário de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, para tratar do assunto. Mas, segundo a assessoria, não foi uma conversa decisiva e sim de sondagem. 

Secretaria de Cultura

Juca Ferreira postou em sua conta na rede social que a interdição de obras de artes e outras formas de expressão baseados na opinião de "grupos moralistas" é inadmissível. 

Segundo o secretário, há uma tentativa de "calar os artistas e amordaçar a arte, pois sabem que é por meio da cultura que as sociedades se defendem contra os ataques externos e contra as tentativas de romper sua soberania".

Esse post fez com que muitas pessoas entendessem que Belo Horizonte iria, então, sediar a exposição, mas não é bem assim. A assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura disse que o assunto não está nem sendo discutido, uma vez que o órgão não teria verba suficiente para isso. 

Disseram também que no post, Juca Ferreira apenas demonstrou sua indignação sobre a censura com a Queermuseu, mas em nenhum momento disse que a traria para a capital. 

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