A Justiça mineira reconheceu que quem fornece pinos para embalar cocaína tem relação com o tráfico de drogas. Com esse entendimento, 16 pessoas foram condenadas a penas que variam de três anos e seis meses até 10 anos e seis meses de prisão em regime fechado. 

O caso foi julgado pela juíza Andréa Cristina de Miranda Costa, da 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. Ela analisou o caso dos réus que, segundo investigação policial, agiam nos bairros Casa Branca e Paulo VI, na região Nordeste da capital, e no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Sabará, na Grande BH.

Os fornecedores de pinos começaram a ser investigados em 2016, quando a Polícia Civil realizou a operação "Bola" e monitorou as ligações telefônicas dos investigados. A operação apurou a atuação dos réus na fabricação, distribuição, atitude e associação para o tráfico de drogas.

“O denunciado fornecia pinos a traficantes de drogas, de modo sincronizado com a venda, combinando sua entrega em momento próximo à finalização dessa preparação da cocaína”, ressaltou a juíza. Inicialmente, o réu era a única pessoa a ser investigada pela polícia e, a partir dele, chegou-se aos outros traficantes.

Durante o julgamento, a defesa dos envolvidos insistiu que as investigações não foram capazes de comprovar a autoria e a materialidade dos crimes. No entanto, a magistrada considerou as declarações das testemunhas e o material obtido pelas ligações interceptadas.