O governador Fernando Pimentel admitiu, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (5), que os ataques a ônibus realizados em 26 municípios mineiros são uma ação organizada por um facção criminosa. O governador não garantiu, no entanto, que os crimes tenham sido comandados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). 

"Nós estamos pagando o preço pelo nosso sistema penitenciário atuar com rigor e cumprir a lei de execução penal. Mas não vamos transigir com nosso sistema", afirmou.

O governador ressaltou que todas as forças de segurança do Estado estão atuando de forma conjunta, mas que esse tipo de crime é difícil de combater. 

O coronel Helbert Figueiró, chefe-geral da Polícia Militar em Minas, afirmou que novas táticas, incluindo o trabalho de agentes descaracterizados, estão sendo adotadas no Estado. 

"A solução passa pela construção de uma inteligência diferenciada, que possa chegar à célula desse movimento. Não queremos dizer que é o PCC porque temos mais de uma facção criminosa atuando no Estado", declarou.

Bloqueadores

O Secretário de Administração Prisional do Estado, Sérgio Menezes, afirmou que ações para melhoria das condições dos presídios mineiros também estão sendo desenvolvidas. 

Os ataques recentes, segundo Menezes, "podem ter ligação com a instalação de bloqueadores de celulares em um presídio da cidade de Patrocínio".

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