Belo Horizonte investiga o primeiro caso suspeito de malária deste ano no município. Um jovem de 23 anos com o quadro de febre hemorrágica e suspeita da doença está internado no Hospital Eduardo de Menezes, no Bairro Bonsucesso, Região Oeste de BH.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde explica que o paciente deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento Nordeste, no bairro São Paulo, na noite de sábado (28). A transferência de hospital ocorreu, por meio de ambulância do Samu. O quadro do paciente é estável.

Ainda segundo a secretaria, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) notificou o caso como importado, contraído em Angola, país visitado recentemente pelo paciente. A Angola é considerada área de risco para a doença.

No início deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou que foram identificados seis casos de malária causadas por Plasmodium virax em Diamantina e em Garimpo Areinha, no Vale do Jequitinhonha. Por causa disso, os municípios de Diamantina, Couto Magalhães de Minas e Olhos D'Água estão em alerta. Além desses casos, existiram notificações da doença em Lima Duarte e Simonésia, em 2015.     

A malária é uma doença febril aguda. Tem como agentes etiológicos o Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. Knowlesi. Das cinco espécies causadoras da malária humana, o Plasmodium falciparum, o mais letal, e o Plasmodium vivax, são os mais comuns no Brasil.

Em poucos dias de infecção o P. falciparum propicia quadro grave, por isto, todo suspeito de malária deve, de imediato, ser submetido ao exame laboratorial. Já o Plasmodium vivax apresenta um quadro de clínico mais brando, de febre, mal estar, cefaleia, porém se não tratado o paciente pode levar a complicações e óbitos.