A mulher está andando pela multidão durante o Carnaval e, de repente, é agarrada por homem. Como se defender dessa agressão? O instrutor chefe da Federação Sul Americana de Krav Maga em Minas Gerais, Beny Schickler, garante que é possível se livrar de uma situação de risco como essa, mesmo que a mulher seja menor e mais frágil que o agressor.

Técnica militar criada em Israel na década de 1940, o Krav Maga chegou ao Brasil em 1990 e logo passou a atender interessados em adquirir conhecimento sobre defesa pessoal. Segundo Schickler, olhos, orelhas, queixo, nariz, garganta, nuca, joelhos e genital são pontos fracos dos agressores que podem ser mirados pelas vítimas.

“Se a mulher for agarrada na multidão e seus braços ficarem presos, ela pode tentar acertar a região genital do agressor. E nada a impede de mordê-lo. Por mais que o agressor consiga imobilizar seus movimentos, e a mulher fique travada, ainda assim ela pode mordê-lo”, explica o instrutor.

Schickler explica que a mordida ou o ferimento em uma área sensível de alguém só pode ser feito depois que uma pessoa foi agredida. A defesa pessoal é ensinada para evitar uma agressão e não para dar o primeiro golpe. “Falo para os meus alunos que é importante não exagerar no consumo de bebida, para não perder o controle, e estar sempre acompanhado, para estar mais protegido”, diz.