A morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, volta à tona nesta quarta-feira (13), quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julga a validade da certidão de óbito dela. A mulher está desaparecida desde 2010, mas o corpo nunca foi encontrado.

Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal também vão analisar a pena do jogador. A defesa alega que os 22 anos e três meses impostos a Bruno não condizem com os 15 anos aplicados a Luiz Henrique Romão, o "Macarrão", que também confessou participação no crime.

O julgamento dos dois recursos está previsto para acontecer nesta quarta-feira (13), às 13h30, na sede do TJMG, na avenida Afonso Pena, 4.001, no bairro Serra, em Belo Horizonte. 

Polêmica 

A defesa de Bruno tenta anular a certidão de óbito de Eliza Samudio e, assim, o julgamento que sentenciou o ex-goleiro. O documento foi expedido em janeiro de 2013 pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues depois que "Macarrão" confessou que a ex-amante de Bruno havia sido assassinada.

O caso

Eliza Samudio desapareceu em 2010 e o corpo dela nunca foi achado. Ela tinha 25 anos à época e era mãe do filho recém-nascido do goleiro. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, pela ocultação do cadáver e também pelo sequestro do filho.

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