Dois homens foram condenados pela Justiça mineira por assaltar um motorista do aplicativo de transporte Uber. A pena imposta pela juíza Lucimeire Rocha foi de 5 anos, seis meses e 20 de dias em regime semiaberto. Como a dupla responde a outro processo, eles estão presos e permanecerão recluso.

Conforme o Ministério Público, autor da denúncia, a vítima trabalhava como motorista quando foi rendida pelos bandidos. O crime aconteceu em dezembro de 2017 e os criminosos levaram o carro, o celular e R$ 403 da vítima.

Ele contou que recebeu o chamado de corrida de um perfil com nome feminino no Centro de Belo Horizonte. No local marcado, porém, os supostos passageiros disseram que a prima havia pedido a corrida para eles. Os dois, então, embarcaram no veículo e renderam o motorista no bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste da capital. 

Logo após o crime, a polícia foi acionada e encontrou o carro com a ajuda de um rastreador instalado no automóvel. Os suspeitos foram presos em flagrante e os pertences da vítima recuperados.

Durante o julgamento, um dos acusados pediu que o caso fosse julgado como furto, e não roubo. Além disso, ele pediu que a pena fosse reduzida por ele ter confessado o crime. A defesa do segundo acusado pediu a absolvição do cliente, com base no princípio do in dubio pro reo (a dúvida favorece o réu), e também pediu que a confissão espontânea fosse levada em conta.

A juíza analisou a confissão de um dos acusados, o depoimento da vítima e os depoimentos das testemunhas, que viram os assaltantes abandonarem o veículo. Na sentença, ela argumentou: “nos permite afirmar, com juízo de certeza, que os denunciados subtraíram o veículo, dinheiro e celular da vítima, mediante grave ameaça, consubstanciada na utilização de um simulacro de arma de fogo e agressão física consistente numa 'gravata', não sendo possível acolher o pedido defensivo de desclassificação para o crime de furto”.

Por ser de primeira instância, a decisão está sujeita a recurso.