Quase 200 mil pessoas se apertaram entre os espaços da Avenida Assis Chateaubriand, no bairro Floresta, região Centro-Sul de BH, para acompanhar o trio do veterano ‘Juventude Bronzeada’. O bloco que sai há cinco na folia da capital, veio este ano com uma estrutura maior, mas ainda insuficiente para a dimensão da folia. A expectativa dos organizadores era que 70 mil pessoas acompanhassem o cortejo. No decorrer do desfile, a estimativa demonstrou que o público ia muito além disso.

Entre as cordas e os comércios,  os foliões iam se apertando para tentar assistir à banda e bateria. A falta de separação entre os instrumentistas e o público atrapalhou a evolução do cortejo que uma hora depois do início ainda não tinha andado nem um quarteirão. A cada música, os vocalistas do grupo precisavam pedir aos foliões que dessem espaço para os músicos e também para a ala dançante.

Mesmo com esses problemas técnicos, a energia do cortejo era bem alta. O trio mais baixo favorecia o contato com o público e com a batéria. “Esse é o diferencial do Juve. Essa conexão entre todos os elementos que fazem o Carnaval”, disse Elisa Renault, 21 anos.

O repertório autoral também foi um dos pontos altos do cortejo e muita gente cantou as canções que fazem parte do CD lançado pelo grupo. Uma das mais animadas Angélica Simão, 25 anos, cantou todas ao lado do cordão de isolamento. “Eu amo essas músicas. Essa vibe de Bahia mineira. O Juventude é incrível e está de parabéns por essa folia”, conta.

 

 

 

Pontos positivos

 

Repertório autoral

Com músicas de um CD novo lançado este ano, a Juventude Bronzeada animou a galera mesmo nas canções desconhecidas. Muita gente cantou junto e vibrou com as letras escritas pelos vocalistas do bloco.

 

Bateria aberta

Mesmo quem não acompanhou todos os ensaios do ‘Juve’, pode participar como instrumentista na ala musical. Os regentes espalhados pelo setor e também no trio davam o tom e o toque para que todos pudessem tocar juntos. Segundo os organizadores, o Juventude é um dos poucos blocos de BH que ainda mantém esse formato.

 

Reconhecimento

O bloco cresceu muito e ficou gigante de um ano para o outro. O público mais que dobrou em comparação com a folia passada, seguindo a tendência de todo o Carnaval de BH. Mesmo assim, os integrantes optaram por manter algumas características, como o trio mais baixo e a bateria aberta, dando assim a cara de um bloco mais intimista.

 

Pontos negativos

 

Desorganização

O crescimento do bloco avançou mas a estrutura ainda precisa melhor. A falta de corda para bateria e ala dançante fez falta e prejudicou a evolução do desfile, além, é claro, de colocar em risco os integrantes do grupo.

 

Banheiros químicos

Em mais um bloco, os banheiros deixaram a desejar. Poucas opções e todas elas perto demais do cortejo. Isso fez com que foliões se espremecem entre os locais e quem queria usar o pipimóvel ficava sem chances de acesso.

 

Ambulantes

Os vendedores ambulantes também prejudicaram muito o desfile. Instalados em locais inadequados, as caixas bloqueavam a passagem do bloco e também dos foliões.

 

Veja como foi o bloco no vídeo