O projeto em tramitação na Câmara Municipal de BH para melhoria dos salários dos professores da educação infantil será suspenso para que a prefeitura ofereça outra proposta aos grevistas. A informação foi dada pelo prefeito Alexandre Kalil (PHS), após reunião com o Sind-Rede na tarde desta  quarta-feira (25).

“Essa é uma greve legítima, que vamos enfrentar com responsabilidade. Hoje conversamos com professores de verdade e não com pessoas dispostas a tumultuar”, afirmou Kalil.

O prefeito garantiu ainda que o reajuste não será feito de forma escalonada. “Os percentuais serão estudados dentro da capacidade financeira da prefeitura e serão apresentados até o próximo dia 2 para o Sind-Rede”, acrescentou.

A diretora do Sind-Rede e professora da educação infantil, Evangely Albertini, afirmou que a categoria aguarda ansiosamente a proposta que será elaborada pela PBH. "Vamos continuar dialogando com a sociedade porque fazemos um serviço de excelência na cidade e merecemos ser valorizados", afirmou.

A greve continua pelo menos até o próximo dia 3 de maio, quando a proposta do executivo municipal será analisada pelos professores em uma nova assembleia.

Protesto

Centenas de professores se reuniram na tarde desta quarta na avenida Afonso Pena, em frente à PBH. Apenas a faixa SOS, destinada a ambulâncias, ficou liberada, no sentido Mangabeiras. 

Em solidariedade aos manifestantes agredidos pela PM na última segunda-feira, o Sind-UTE distribuiu flores brancas no ato. Em seguida, os manifestantes saíram em caminhada até a Praça Sete, o que deixou o trânsito bastante complicado.

Além dos profissionais da rede municipal, professores da rede particular, pais e alunos também estiveram presentes na manifestação. 


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